CIDADE

Estiva de Itajaí completa 104 anos nesta quinta-feira

Categoria portuária lembra origem ligada ao porto da cidade e alerta para riscos de mudança na legislação do setor

Estivadores de Itajaí destacam trajetória histórica e defendem direitos da categoria no porto (Foto: Divulgação)
Estivadores de Itajaí destacam trajetória histórica e defendem direitos da categoria no porto (Foto: Divulgação)
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No dia em que completa 104 anos de fundação, a Estiva de Itajaí informa que segue na luta pela manutenção dos direitos dos trabalhadores portuários. Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Sandro Vargas, a data destaca a trajetória histórica da categoria. Em Itajaí, o trabalho de estiva começou com ex-escravizados e filhos deles que, junto com alguns homens brancos e pobres, esperavam nas redondezas do porto por uma oportunidade de trabalho e por uma diária que muitas vezes mal garantia o próprio sustento.

Com o passar do tempo, esses trabalhadores começaram a se organizar. Eles passaram a se reunir debaixo de uma figueira, em frente à igrejinha velha, no marco zero de Itajaí. No local eram feitas as chamadas, uma espécie de escala dos trabalhadores, prática que ainda hoje é conhecida entre os portuários.

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Em 5 de março de 1922 foi fundada a Sociedade União Beneficente dos Estivadores de Itajaí. Anos depois, em 1935, a entidade virou o Sindicato dos Estivadores.

Hoje a categoria tem 197 trabalhadores ativos e cerca de 170 aposentados. O sindicato representa os estivadores nas negociações coletivas com operadores portuários do porto de Itajaí.

A entidade também oferece assistência odontológica gratuita aos associados e serviços jurídicos em diversas áreas, além de ações sociais voltadas aos trabalhadores da ativa e aposentados.

Segundo Sandro Vargas, a categoria também acompanha debates sobre mudanças na legislação portuária. Um dos pontos de atenção é o projeto de lei 733/2025, que quer revogar a lei 12.815/2013, considerada a base do direito portuário, e criar um novo marco regulatório para o setor.

De acordo com o sindicato, o capítulo do projeto que trata do trabalho portuário pode retirar direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo de décadas. Entre as mudanças apontadas está o fim da exclusividade do trabalhador portuário avulso e a possibilidade de terceirização da atividade.

Mesmo com os desafios, os estivadores destacam que seguem acompanhando a modernização das atividades portuárias e investindo em qualificação. A categoria reúne profissionais capacitados e comprometidos com a continuidade de uma profissão que faz parte da história da cidade.

Para o sindicato, a estiva de Itajaí representa um patrimônio histórico do município. A história da categoria está diretamente ligada ao desenvolvimento da cidade e ao crescimento das atividades portuárias.



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