BALNEÁRIO CAMBORIÚ
O que muda com o veto a prédios altos em Laranjeiras
Decisão mantém paisagem atual, reforça caráter turístico do bairro e impacta moradores e mercado imobiliário
Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]
O veto à construção de prédios com até cinco pavimentos em Laranjeiras mantém o bairro com os parâmetros urbanísticos atuais do Plano Diretor, que limitam as edificações a três andares. A decisão foi após a anulação de uma votação durante a Conferência do Plano Diretor, que havia aprovado o aumento do gabarito.
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Carlos Humberto Silva, a emenda inicial tinha um erro técnico grave: a ausência do fator K, índice obrigatório que define quantas unidades podem ser construídas em um terreno conforme a área e o potencial construtivo. Sem esse cálculo, a proposta poderia gerar interpretações equivocadas sobre a ocupação do solo.
Continua depois da publicidade
O tema voltou à pauta e, por unanimidade, os delegados decidiram anular a votação. Com isso, Laranjeiras foi enquadrada como Zona Especial de Interesse Turístico (ZEIT), mantendo os parâmetros atuais.
A decisão divide opiniões. Para o corretor Guilherme Pilger, a limitação pode reduzir novos projetos. “Com essa altura-limite não vai ter tanta oferta de empreendimentos, já que o preço dos terrenos é elevado, o que muitas vezes inviabiliza o retorno financeiro. O ideal seria evitar sombra na praia, mas permitindo maior altura”, afirmou.
Já um morador que preferiu não se identificar apoia a medida. “Acho ótimo, porque senão fica igual à praia Central de Balneário Camboriú, sem sol, com barulho alto.”
Qualquer mudança no gabarito só poderá ser debatida na próxima revisão do Plano Diretor, prevista para daqui a cerca de 10 anos.
Redação DIARINHO
Reportagens produzidas de forma colaborativa pela equipe de jornalistas do DIARINHO, com apuração interna e acompanhamento editorial da redação do jornal.
