O Gaeco, grupo do Ministério Público de Santa Catarina que atua no combate ao crime organizado, deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Entre Lobos II para investigar uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em idosos, lavar dinheiro e usar empresas de fachada para manter o esquema.
A operação fez buscas em seis cidades catarinenses, incluindo Itajaí, além de São Miguel do Oeste, Caibi, Chapecó, Lages e São José. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 9,6 milhões em ...
A operação fez buscas em seis cidades catarinenses, incluindo Itajaí, além de São Miguel do Oeste, Caibi, Chapecó, Lages e São José. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 9,6 milhões em contas ligadas aos investigados e a apreensão de carros de luxo.
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Segundo o Ministério Público, a apuração aponta estelionato contra pelo menos 280 idosos em situação de vulnerabilidade.
Advogados estão entre os alvos
Entre os investigados, quatro são advogados. As ordens foram cumpridas com a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A Vara Estadual de Organizações Criminosas também determinou medidas para controlar a atuação dos suspeitos enquanto a investigação segue. Quatro pessoas passaram a usar tornozeleira eletrônica. A Justiça também suspendeu o exercício de funções em empresas investigadas e proibiu os envolvidos de solicitar ou receber valores por meio de alvarás em processos ligados às empresas usadas pelo grupo.
Esquema teria continuado após a primeira fase
A Operação Entre Lobos II é desdobramento da primeira fase, de julho do ano passado, quando houve ações em cinco estados. Com o avanço da investigação, o Ministério Público afirma ter identificado uma manobra para esconder dinheiro e dificultar a apuração, além da criação de uma nova empresa de fachada para seguir com as fraudes.
Uma das linhas de investigação envolve compra de “cessões de créditos judiciais”, quando alguém compra o direito de receber um dinheiro que está em disputa ou já reconhecido na Justiça. A suspeita é de que essa prática tenha sido usada para enganar idosos e movimentar valores de forma irregular.
O que foi apreendido
Durante as diligências, o Gaeco apreendeu 10 celulares, quatro veículos de luxo, dois computadores, quatro pendrives e documentos. O material vai passar por análise da Polícia Científica.
O Ministério Público informou que a investigação corre em sigilo e que novas informações só devem ser divulgadas quando houver liberação dos autos.