ESTUDO

Só 17% das ferrovias de SC funcionam

Diagnóstico da malha ferroviária foi entregue ao Ministério dos Transportes

Governo estadual defende concessão integrada de ferrovias da região sul (Foto: João Batista)
Governo estadual defende concessão integrada de ferrovias da região sul (Foto: João Batista)

Dos 1210 quilômetros de trilhos em Santa Catarina, apenas 210 quilômetros da chamada malha sul (17%) estão em operação. O diagnóstico catarinense faz parte de estudo sobre as condições das ferrovias da região sul entregue ao Ministério dos Transportes pelo Codesul, bloco que reúne Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.

No documento, o grupo aponta desafios logísticos e traz propostas para recuperar, integrar e ampliar a malha sul, diante do fim da atual concessão em 2027. Entre os objetivos, está aumentar a participação das ferrovias no escoamento da produção. Em Santa Catarina, apesar de o estado responder por cerca de 20% da movimentação de contêineres do país, as ferrovias são usadas só pra 6% das cargas portuárias.

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“A dependência rodoviária pressiona rodovias já saturadas e aumenta custos logísticos”, destaca o governo estadual. No diagnóstico, os quatro estados firmam entendimento sobre a política nacional de concessões ferroviárias e os projetos para 2026, anunciados pelo governo federal. O grupo defende um modelo integrado de concessão da malha sul e não em trechos separados, como propõe o ministério.

O programa de concessões é o maior esforço de modernização do setor em décadas, com previsão de oito leilões e cerca de R$ 140 bilhões em investimentos pra ampliação da malha, recuperação de trechos e criação de novos corredores logísticos. O Codesul, porém, discorda da divisão da malha sul em três concessões – corredores PR-SC, Rio Grande e Mercosul – por avaliar não atender a integração logística da região.

A atual concessão da Rumo na malha sul abrange 7223 quilômetros de trilhos nos três estados. A situação é crítica em toda a rede, com metade inativa e a parte operante com gargalos estruturais, como limitações de capacidade e trechos desconectados. Os problemas, segundo o Codesul, comprometem cadeias produtivas estratégicas, como a agroindústria, e ameaça a competitividade.

Projetos de expansão

Santa Catarina conta atualmente com apenas duas ferrovias em operação. Pela malha sul, são 210 quilômetros no trecho entre Mafra e São Francisco do Sul, voltada para o transporte de grãos até o porto. No sul do estado, a ferrovia Tereza Cristina, isolada da malha estadual e nacional, tem 168 quilômetros entre Siderópolis e Imbituba, servindo ao transporte de carvão mineral. Entre os principais do país, os portos de Itajaí, Navegantes e Itapoá não têm ligação com ferrovias.

Com a nova lei do Sistema Ferroviário de Santa Catarina, em vigor neste ano, o estado tem proposta de ampliar a rede estadual e destravar investimentos. Há projetos pra 319 quilômetros de trilhos entre Chapecó e Correia Pinto, e de 62 quilômetros entre Navegantes e Araquari, que teria conexão com a linha federal vinda de Mafra, com proposta de ligar os portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco.

No sul do estado, o governo prevê uma linha da ferrovia Tereza Cristina até Aurora, pra escoar a produção da agroindústria. O estado defende que os projetos estaduais sejam considerados nas concessões federais. O governo federal tem proposta de duas ferrovias em SC, o corredor leste-oeste (Ferrovia do Frango), de Chapecó até o complexo portuário de Itajaí, e o corredor litorâneo, entre Imbituba e Itapoá.

Propostas do Codesul:

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Concessão integrada da malha sul

Recuperação de trechos danificados

Retomada do transporte ferroviário de líquidos

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Avaliação dos segmentos que devem ser preservados, modernizados ou ampliados

Avaliação de investimentos dos estados e União pra concessão integrada

Integração dos estados aos principais corredores ferroviários de exportação

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Considerar projetos estaduais já em desenvolvimento pra atratividade da concessão



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