CORRUPÇÃO

Justiça condena ex-prefeito e turma da prefeitura por esquema com construtoras em Itapema

Condenações saíram após 14 anos de investigação e disputa judicial

Grupo liberava obra sem licença nem estudo técnico (Foto: Reprodução/TV Câmara)
Grupo liberava obra sem licença nem estudo técnico (Foto: Reprodução/TV Câmara)

A Justiça de Itapema confirmou a condenação de três réus por participação em um esquema de corrupção que envolvia a liberação irregular de empreendimentos imobiliários na cidade. O processo que se arrastava há 14 anos chegou ao fim com a determinação para que os condenados comecem a cumprir suas penas. Entre eles está o ex-prefeito Clóvis José da Rocha.

A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Trevisan Tambosi, da Vara Criminal de Itapema, em 17 de julho. Além de Clóvis, também foram condenados Denize Xavier da Silva, ex-secretária de ...

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A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Trevisan Tambosi, da Vara Criminal de Itapema, em 17 de julho. Além de Clóvis, também foram condenados Denize Xavier da Silva, ex-secretária de Planejamento Urbano, e Antônio Cruz Neto, servidor técnico da prefeitura.

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Os três faziam parte de um esquema que facilitava a aprovação de obras e empreendimentos de forma irregular, passando por cima de normas urbanísticas e ambientais. Em troca, segundo o Ministério Público, recebiam vantagens indevidas, favorecendo construtoras da região.

Após anos de recursos e disputas jurídicas, os três réus tiveram suas penas executadas de forma definitiva. Clóvis José da Rocha foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, mais 20 dias-multa.  Denize Xavier da Silva cumprirá a pena de cinco anos de prisão e 25 dias-multa.  Antônio Cruz Neto teve condenação de  cinco anos de prisão e 25 dias-multa

Todos vão cumprir pena em regime semiaberto, o que permite sair para trabalhar ou estudar e retornar à cadeia à noite. Denize e Antônio já haviam passado cerca de um mês presos em 2019, o que será descontado da pena. Clóvis não chegou a ser preso preventivamente.

O advogado de Denize retornou o contato do DIARINHO e informou que estuda maneiras de reverter a decisão. “Estamos cientes da decisão e estudando novas medidas judicias para reverter a condenação, que a Denize considera injusta”, disse.

Empresário conhecido

Entre os nomes citados no processo está o empresário Luiz Antônio Pasqualotto, um dos maiores da construção civil em Itapema. Ele foi condenado por corrupção ativa, ou seja, por ter oferecido vantagens indevidas para facilitar a aprovação de seus empreendimentos. A pena de Pasqualotto foi de quatro anos de prisão, já cumprida.

O empresário estava entre os réus que, segundo a acusação, usavam influência e pagamentos pra ter liberações de habite-se e aprovações de projetos fora das normas. O esquema envolvia técnicos e chefes de setores estratégicos da prefeitura.

Documentos fakes

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A denúncia do MP apontou que o grupo usava documentos falsos e manipulava informações para liberar obras em desacordo com a legislação ambiental e urbanística. A prática se manteve por anos, em meio à explosão imobiliária de Itapema.

O processo revelou um cenário grave de descontrole nas aprovações urbanísticas de Itapema. Agentes públicos e empresários atuavam em conjunto para liberar obras e empreendimentos sem o devido cumprimento da legislação. Muitos projetos foram aprovados com documentos falsificados, laudos incompletos ou sem as análises obrigatórias de impacto ambiental e urbanístico.

Além de Clóvis e Pasqualotto, também foram condenados Carlos Humberto Cruz, Manoel Pereira dos Passos Neto, Jocemar Fasolo e outros envolvidos. A maioria já cumpriu pena. Fasolo teve a punibilidade extinta ao morrer no decorrer do processo. A sentença inicial saiu em 2016, condenando sete dos nove acusados. Mas os recursos empurraram o processo por mais de uma década até a confirmação final das condenações agora em julho.

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