Os funcionários da indústria Farol, com filiais em Itajaí e Balneário Camboriú, se recusam a trabalhar desde a manhã desta quarta-feira alegando atraso nos salários, no vale-alimentação, nas diárias e até nos depósitos do FGTS. Segundo o secretário-executivo do Sindicato dos Motoristas de Itajaí e Região (Sitraroit), Carlos César Pereira, são 22 ajudantes de motoristas e motoristas em Itajaí e mais 27 funcionários em Balneário Camboriú.
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Em Itajaí, na Farol, antiga Indústria de Farinha de Peixe Kenya, no bairro Cordeiros, os funcionários estão com salários, FGTS, vale-alimentação e diárias atrasados. “A empresa fez uma ...
Em Itajaí, na Farol, antiga Indústria de Farinha de Peixe Kenya, no bairro Cordeiros, os funcionários estão com salários, FGTS, vale-alimentação e diárias atrasados. “A empresa fez uma proposta de pagar os salários atrasados até esta sexta-feira, mas pediu para o pessoal retornar ao trabalho. O pessoal não aceitou a proposta, que seria o pagamento dos salários até sexta-feira, com diárias e tíquete-alimentação, além do auxílio-transporte, com o pagamento na outra semana. Por unanimidade, eles decidiram não acatar a decisão da empresa. Eles estão paralisados e só retornam às atividades depois que a empresa fizer o pagamento de todos os atrasados”, informou César.
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Se até sexta-feira não houver o pagamento integral, haverá nova assembleia entre trabalhadores e sindicato. “Caso a empresa não efetue o pagamento, eles vão trancar o portão para impedir caminhões de terceiros de fazer entregas”, explicou o secretário do sindicato.
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Já os trabalhadores da Farol, em Balneário Camboriú, vivem uma situação pior. A unidade do município paralisou as atividades temporariamente, alegando que não dispõe de matéria-prima para trabalhar. Em Balneário Camboriú, a empresa mantinha um centro de coleta de carcaças e ossos. “Há uns quatro meses a empresa vinha com problemas financeiros, atrasando pagamentos, as diárias, deixando de depositar o FGTS. Já havia um descontentamento grande do pessoal”, explica.
Nesta quarta, o advogado do Sitraroit, Denísio Dolásio Baixo, entrou com ação de rescisão indireta de contrato de trabalho para requerer os direitos dos empregados.
O sindicato informou que o problema estaria ocorrendo em todas as cidades que têm plantas industriais da Farol. “Eles estão com esse problema em todas as filiais. Em Biguaçu estão paralisadas as atividades; Paraná, paralisadas as atividades. O problema é a nível de Brasil, onde eles têm filiais, as operações estão paralisadas. A situação é difícil, mas o salário é sagrado”, analisou César.
Ao DIARINHO, o setor jurídico da Farol alegou que a situação já foi resolvida entre o sindicato e os trabalhadores, com o retorno das atividades previsto para quinta-feira. O sindicato não confirma essa afirmação.