Travessia

Bloqueios bombam as filas no ferry

Filas chegaram até o Centreventos, no lado de Itajaí. Briga com motorista e funcionário foi causada por “fura-fila”

Durante toda a segunda-feira  o movimento no ferry-boat chegou à avenida Beira-rio

Foto: Da redação
Durante toda a segunda-feira o movimento no ferry-boat chegou à avenida Beira-rio Foto: Da redação

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s bloqueios nas BRs 101 e 470 provocaram filas no acesso ao ferry boat, que liga Itajaí e Navegantes pelo rio. As filas aconteceram tanto na travessia entre os centros das duas cidades como no trajeto que liga a Barra do Rio com o Porto das Balsas. No centro de Itajaí, os motoristas esperaram no mínimo meia hora pra chegar à plataforma. Por volta do meio dia, as filas chegaram até o Centreventos, na Beira Rio.

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A Codetran fechou as ruas Olímpio Miranda Júnior, que sai no Mercado Público de Itajaí, e o acesso à rua do ferry pela Eurico Krobel, na praça do Marco Zero, pra evitar que os motoristas furassem a fila.  Agentes do órgão de trânsito monitoravam o fluxo perto do Mercado Público. A NGI Sul informou que a operação no centro foi mantida com quatro balsas, duas exclusivas para veículos.

Pela manhã houve briga entre um motorista e um funcionário do ferry que permitiu que um carro que havia furado a fila entrasse na embarcação. No vídeo é possível ver o funcionário tentando explicar a situação a um motorista que já esperava há mais de 20 minutos. Em certo momento o funcionário chega a dizer que não é guarda de trânsito e tem medo de levar outra facada.

O empresário Felipe Bacci, de 39 anos, foi quem discutiu  com o funcionário e desabafou que nem os manifestantes sabem pelo que estão lutando e bloqueiam as rodovias. “Eles estão brigando por um poder que não é deles, estão no automático, reivindicando sem saber o que”, lamentou o empresário sobre as paralisações.

“Muito desnecessário e tá atrasando a vida das outras pessoas que precisam trabalhar e precisam de dinheiro neste momento”, disse o lojista Renan, de 23 anos. Ele também contou que estava atrasado para o trabalho.

“Acho que isso é um ataque à democracia. A política não pode determinar se para ou anda o país”, disse o microempreendedor Amilton Gomes de Mello. O motorista de 39 anos estava atrasado duas horas para abrir o comércio que mantém em Navegantes.

Fabiano Guiral veio de São Bernardo do Campo até Camboriú na noite de domingo e de lá ele se deslocaria até Penha, para passar o dia no parque Beto Carrero World. Devido à paralisação da 101, ele teve que passar por Itajaí, para acessar o ferry-boat, e o trajeto levou pelo menos duas horas.  Apesar do transtorno, ele disse que concorda com a paralisação. “Eu concordo, pois o político que entrou não me representa”, comentou o operador de logística.

BRs trancadas na região

A BR-101 no trecho de Itajaí era um dos pontos com interdições. A BR foi bloqueada na altura do posto Santa Rosa, no km 116, antes do trevo para Ilhota e Blumenau.

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A interdição no sentido sul provocou filas de ao menos cinco quilômetros, e, no sentido norte, eram dois quilômetros, segundo a Arteris Litoral Sul. A manifestação na BR também afetou o trânsito na rodovia Jorge Lacerda. A pista no sentido Ilhota foi fechada na altura da rotatória do posto Dalcóquio.

As rodovias federais chegaram a ter 41 pontos com bloqueios totais ou parciais em Santa Catarina, nos trechos de Garuva, Joinville, Araquari, Barra Velha, Itajaí, Palhoça, Imbituba, Tubarão e Içara.

Em Garuva, as filas passaram de 12 quilômetros no sentido sul e mais de 10 quilômetros no sentido norte, em Joinville, conforme balanço da Arteris.

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Na BR 470, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou bloqueio no trecho da rodovia em Navegantes, no km 7, próximo ao entroncamento com a BR-101. No local, manifestantes montaram barricadas, queimaram pneus e trancaram o trânsito nos dois sentidos.



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