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A vida do pobre não vale menos que a do rico


Na última dezena de outubro, passamos por um período bastante sofrido, além do problema prostático, tivemos náusea e vômito, devido ao uso de antibiótico, cólica intestinal e hemorroida (chegando a suar frio), como nunca antes havia ocorrido, e pressão alta, que também causa enjoo – que não tem baixado, mesmo usando um segundo medicamento prescrito pelo médico, em conjunto com outro que vínhamos usando há anos –, além de ficarmos mais de cinco dias sem defecar.

O médico especialista prescreveu o mesmo antibiótico que havíamos usado semanas antes, sem ter havido efeito (ou defeito?) colateral (náusea, vômito, cólica), para ser usado novamente, por cinco dias, a partir do momento em que retirássemos a SVD (Sonda Vesical de Demora) – que usamos durante 100 dias; hoje, estamos com fralda –, o que se deu no dia 20 de outubro próximo passado.

As duas últimas semanas foram, e estão sendo, horríveis. Tivemos uma leve melhora nos últimos dias, sobretudo, ao pararmos de usar o antibiótico, mas permaneciam a cólica intestinal, a hemorroida e a pressão alta, até o momento em que concluímos a escritura deste texto.

Não merecíamos passar por esse sofrimento extremo, adicional, por mais essa provação, porque somos uma pessoa de bem, correta, honesta, que, na medida do possível, ajuda a quem precisa ...

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O médico especialista prescreveu o mesmo antibiótico que havíamos usado semanas antes, sem ter havido efeito (ou defeito?) colateral (náusea, vômito, cólica), para ser usado novamente, por cinco dias, a partir do momento em que retirássemos a SVD (Sonda Vesical de Demora) – que usamos durante 100 dias; hoje, estamos com fralda –, o que se deu no dia 20 de outubro próximo passado.

As duas últimas semanas foram, e estão sendo, horríveis. Tivemos uma leve melhora nos últimos dias, sobretudo, ao pararmos de usar o antibiótico, mas permaneciam a cólica intestinal, a hemorroida e a pressão alta, até o momento em que concluímos a escritura deste texto.

Não merecíamos passar por esse sofrimento extremo, adicional, por mais essa provação, porque somos uma pessoa de bem, correta, honesta, que, na medida do possível, ajuda a quem precisa (e merece), seja com dinheiro, bem material e de outras formas possíveis.

Nunca roubamos um centavo de ninguém, nem de familiares, nem de parentes, nem de amigos, nem de sócios, nem de empresários para os quais trabalhamos como empregado, lidando inclusive com dinheiro, ou como prestador de serviço, nem como empresário e comerciante, e nem de quem quer que seja.

Numa distribuidora de porte pequeno, além de participar da administração geral, fomos o responsável pelo departamento financeiro, onde, inclusive, o proprietário da empresa nos solicitava os valores que precisava retirar para os gastos pessoais.

Havia, ali, uma porta aberta para um colaborador desonesto, na função que exercemos, furtar dinheiro, mas a nossa pessoa jamais faria isso. Para que furtar (ou roubar) se podemos viver bem com pouco, sem riqueza, sem luxo, sem ostentação. O que é nosso, é nosso. O que é dos outros, não é nosso. Confiança não se compra, conquista-se.

Este escrevente taurino, quase septuagenário, possui poucos bens – "não somos rico (sic) em bens materiais", como falamos no texto "Não queremos viver numa pátria dominada pela bandidagem", publicado no site DIARINHO, em "Colunistas/Artigos", em 29 de outubro de 2022 (diarinho.net/coluna/625984/Nao-queremos-viver-numa-patria-dominada-pela-bandidagem), portanto, há três anos atrás, momento em que não passava pela nossa cabeça que ficaríamos doente tão cedo –, porque a conquista de riqueza material, coisa que muitas pessoas, algumas gananciosas, perseguem a vida inteira, mas pouquíssimas conseguem, nunca foi nosso objetivo.

Alguns poucos indivíduos ambiciosos – ambição por ser virtude, mas também, defeito – conseguem tornar-se empresários de sucesso, seja na indústria, no comércio, na agricultura, na prestação de serviço, etc., acumulando riqueza, honestamente e desonestamente, por meios lícitos e ilícitos, muito além do que necessitam para levar uma vida confortável e para dar tudo de bom para os seus, principalmente estudo.

Milhões de pessoas pobres e, até mesmo, de classe média baixa gostariam de estudar para melhorar de vida, mas a maioria não consegue, a não ser com a ajuda de governos populares, não de extrema-direita.

Para um banqueiro, um empresário, um fazendeiro, etc., seria muito difícil chegar ao topo do seu ramo de atividade e da pirâmide social , mas manter-se lá seria ainda mais difícil, porque sempre haverá um competidor mais preparado, mais astuto e mais audacioso para suplantá-lo.

Quanto mais alto o aventureiro, no sentido positivo, chegar, maior poderá ser o tombo, podendo ficar sem nada ou, até mesmo, endividado, sem condições de pagar aos credores.

Muitos empreendedores e empresários morrem cedo de ataque cardíaco, por excesso de trabalho ou suicidam-se, por depressão, por estarem endividados, por não conseguirem alcançar o sucesso ou por continuar buscando mais riqueza, deixando de cuidar de sua saúde, física e mental. Perdem a vida pela ganância ou por querer obter o troféu de maior empresário do país. O inferno está cheio de gente assim.

Daqui a pouco, o cidadão rico também morre, igual a um pobre qualquer – o dinheiro não compra tudo, nem uma vida extra, muito menos, a vida eterna –, e deixa uma enorme herança para os filhos, legítimos e bastardos, e para outros herdeiros, parentes e não-parentes, brigarem pelos bens do espólio e, na maioria das vezes, gastarem e colocarem tudo fora, porque não aprenderam sobre o quão difícil seria conquistar a riqueza.

Para gastar a fortuna seria muito fácil, e muitos herdeiros acabam sem nada. Quantas empresas que passam de pai para filho(s) ou pra neto(s) quebram ou falem, ou são tomadas por instituições financeiras, bancos públicos e privados, e/ou por acionistas e outros investidores.

E esse "deus", fictício, abstrato, que muita gente acredita que existe, não paga as dívidas de ninguém nem sustenta a sua vida e a de sua família. Cada pessoa precisa lutar para conseguir o seu sustento e obter os bens que deseja ter.

A maioria dos pedintes que estão esmolando por aí, na rua, na porta de nossa casa ou em qualquer lugar, não merece ajuda. Ao invés de pedirem dinheiro para nós, geralmente para o consumo de droga, ofendendo, com palavrões impublicáveis, quem não lhes dá uma moeda, peçam para o seu "deus".

Médicos(as),enfermeiros(as), técnicos(as) em enfermagem e outros profissionais da saúde não nos "deram bolo", no sentido figurado, desde que ficamos doente, em julho deste ano. E, sempre que precisarmos de sua ajuda no tratamento de nossa doença, acreditamos que eles não nos "darão bolo", no sentido figurado e ampliado, definido por este semiletrado escrevinhador, para associar aos bolos culinários que lhes oferecemos.

Porque todos têm sido muito atenciosos e prestativos para conosco, como falamos no primeiro texto que recentemente escrevemos, sob o título "A doença nos abriu as portas da felicidade" (diarinho.net/cartas.php?id=5348).

Obrigado, mais uma vez, aos profissionais da saúde e às outras pessoas que nos têm dado carinho – inclusive com abraços fraternais, como fizeram uma dedicada e divina anja-enfermeira, que conhecemos agora, e uma atenciosa e sensível jornalista, que conhecemos, pessoalmente, há poucos anos, mas que, por mais de duas décadas, tem sido responsável pela publicação de dezenas de textos de nossa autoria, no periódico e/ou no site do DIARINHO, jornal impresso de maior circulação nas cidades do litoral catarinense – ou que nos desejam pronta recuperação, dizendo que orariam por nossa cura. Falamos, aqui, de duas novas amigas, que são mulheres, mães, casadas e felizes com seus esposos. Que assim seja para todo o sempre, amém!

Se oração curasse a doença de alguém, como proclamam e propagam os falsos profetas e vigaristas que exploram a fé popular – um pastor afamado, ultradireitista, que semeia a discórdia e divisão, tem o nome começando por "mal" –, não haveria necessidade de drogas farmacêuticas (remédios), muito menos de hospitais e de médicos e enfermeiros.

Mas a demonstração de empatia de sectários crentes, sejam católicos, evangélicos, umbandistas (conhecemos uma pessoa sectária da umbanda há poucos dias), etc., nos acaricia a alma e nos dá força para seguirmos na luta pela sobrevida.

Respeitamos todas as crenças religiosas e falamos para as pessoas que elas devem seguir aquilo em que acreditam e que lhes faz bem. Mas queremos delas o mesmo respeito. Participamos de cerimônias, de cultos, inclusive de cursos religiosos, para podermos ser padrinho de batismo e de crisma – temos dois afilhados, um "menino" e uma "menina", que, hoje, são quadragenários –, mesmo não seguindo nenhuma religião.

Nascemos em família católica, fomos batizado e crismado, atuamos como coroinha, nas décadas de 1960 e 1970, época em que se usava bata parecida com a batina do padre, estudamos em colégio de padres, mas na fase adulta deixamos a religião, por discordarmos de alguns preceitos religiosos e também porque a Igreja Católica Romana proíbe que os padres se casem – como que o papa, o cardeal, o arcebispo, o bispo e o padre vão falar sobre o casamento para os fiéis se nunca foram casados? E nunca participamos de nenhuma outra seita religiosa.

Consideramo-nos ateu. Nosso deus somos nós mesmo. Por isso, criamos, agora, um novo blog denominado "Gott Nelson" (gott, deus em alemão; Nelson, nome originário do inglês, sendo um patronímico derivado do nome irlandês "Niall" ou "Neil", que significa "campeão" ou "nuvem"). Nelson é um nome masculino comum em países de língua portuguesa e inglesa, associado a qualidades como liderança e paixão.

Diga-se de passagem, que o termo "nelson" seria uma palavra paroxítona terminada por "n" (ene), portanto, pela norma gramatical, levaria acento agudo. Mas como nome próprio, pode-se dispensar a regra, então, por isso, nunca acentuamos o nosso nome.

Desta vida, o milionário não leva nada, tão quanto aquela pessoa que morre miserável, pobre, sem nada. Existe muita miséria e fome em Itajaí, em Santa Catarina, no Brasil e no mundo, porque muitos indivíduos ricos não repartem a sua riqueza, conquistada no sistema capitalista, que seria um sistema pior que o comunismo, que alguns políticos porras-loucas (PL), terroristas e estúpidos, idiotas e imbecis, e pessoas alienadas, desinformadas e manipuladas tanto criticam.

Quando falece, o ser humano, seja rico ou pobre, acaba num punhadinho de pó, no crematório, ou num montinho de ossos, no cemitério, que, com o passar do tempo, também desaparece. Ou seja, após a morte, o pobre e o rico são iguais.

Se não houver outra solução, devemos passar por uma cirurgia, em breve – não de transplante –, que, esperamos, seja bem sucedida, sem intercorrência. Concluímos este texto no dia de finados (2 de novembro). Queremos estar vivo nos próximos finados, passando por, pelo menos, uns 12 – nossa mãe completará 90 anos em janeiro, e este escriba, quem sabe, possa passar dos 80 anos –, para podermos fazer muitas coisas ainda. E isso haverá de acontecer.

Sabemos que pessoas ricas e famosas furam a fila de transplante, passando na frente de outros pacientes, de menos recursos ou pobres, que estão há anos esperando por uma chance, ainda que mínima, de sobreviver por um tempo maior.

Será que a vida do pobre vale menos que a do rico? Indubitavelmente que não! Nossa vida não vale mais e nem menos do que a de qualquer outra pessoa, preta ou branca, rica ou pobre.

Vamos em frente, acreditando na ultrapassação, com a ajuda de todos, familiares e outras pessoas da saúde e leigas, excepcionais e extraordinárias, de mais um obstáculo no caminho da nossa jornada da vida.

Ass: Nelson Heinzen, economista.

(Transcrito Ipsis Litteris)


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