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Guerra com a Alemanha por causa de Itajaí


Guerra com a Alemanha por causa de Itajaí

Esta é uma daquelas histórias que merecem um filme de Hollywood. Afinal, a partir de graves afrontas à soberania brasileira promovida por uma canhoneira da Marinha de Guerra da Alemanha no Porto de Itajaí o Brasil quase cortou relações diplomáticas com a poderosa nação europeia e lhe declarou guerra. O episódio ficou internacionalmente conhecido como ‘O caso Panther’ merecendo a edição de diversos livros, muitas reportagens de jornais e um intenso trabalho das diplomacias do Brasil, Alemanha e seus respectivos aliados. A canhoneira da Marinha de Guerra da Alemanha chegou ao litoral de Itajaí no dia 17 de novembro de 1905, ficando fundeado na enseada de Cabeçudas. Durante nove dias a população do Vale do Itajaí, principalmente pessoas de origem germânica, procuraram de todas as maneiras conhecer o navio e saudar os soldados do Kaiser Guilherme II. Escolas promoveram excursões para levar as crianças a bordo do Panther e jantares comemorativos foram oferecidos em diversas cidades. Apesar de toda essa recepção festiva por parte da população local, no dia 27 de novembro de 1905, soldados do Panther invadiram a cidade de Itajaí com armas em mãos, revistando casas e estabelecimentos comerciais, em flagrante atentado contra a soberania brasileira, na tentativa de encontrar um soldado desertor de sobrenome Hassmann. Como não encontraram o soldado acabaram levando preso ao navio um suposto colaborador, de nacionalidade alemã, de nome Fritz Steinhoff, hóspede do Hotel Commercio de Gabriel Heil. Imediatamente o governador Vidal Ramos manda instaurar inquérito policial para apurar as violências praticadas pelos soldados do Panther. O caso ganha as páginas dos principais jornais nacionais que consideram o episódio grave atentado contra a soberania brasileira exigindo a intervenção direta do chanceller Barão do Rio Branco. Ele chega a redigir e envia a Washington, a 08 de dezembro de 1905, uma declaração formal de guerra à Alemanha. A declaração só não chegou ao seu termo porque o embaixador do Brasil nos EUA – Joaquim Nabuco – colocou panos sobre o documento ganhando tempo para operar a diplomacia de diversos países amigos, incluindo os próprios Estados Unidos. Sob pressão internacional o Estado-Maior da Marinha da Alemanha aceita relatório do comandante Saurma reconhecendo que seus oficiais e tripulação se excederam no cumprimento das ordens, prometendo submetê-los a inquérito da justiça militar alemã. Com um quase pedido de desculpas por parte dos invasores a paz volta a reinar entre Brasil e Alemanha. O que foi muito interessante para o Brasil, já que o país não tinha a mínima condição de sustentar uma guerra com o império do Kaiser Guilherme II.


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