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A bordo do esporte

Flavio Perez é profissional de marketing e jornalista há mais de 25 anos. Especialista em esportes olímpico. Lidera a agência On Board Sports. Foi manager da The Ocean Race


Tradição mantida na vela olímpica brasileira em Tóquio 2020


Publicado 04/08/2021 21:25

A Equipe Brasileira de Vela encerrou sua participação em Tóquio 2020 na madrugada desta quarta-feira (4) com a nona colocação de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan. As duas ficaram em 10º na regata da medalha, que define o pódio.

O resultado da classe 470 feminina coroa mais uma participação de alto nível da vela feminina, que fechou os Jogos do Japão fazendo todas as finais, incluindo o bicampeonato de Martine Grael e Kahena Kunze na 49erFx.

O ouro das brasileiras foi a 19ª medalha olímpica da vela brasileira, confirmando a modalidade como a mais vencedora do Brasil nos Jogos.

A primeira medalha olímpica saiu na Cidade do México 1968, um bronze de Reinaldo Conrad e Burkhard Cordes - Flying Dutchman. De lá para cá, apenas em Munique 1972 e Barcelona 1992 não tivemos brasileiros no pódio.

“A vela brasileira manteve tradição e regularidade com resultados positivos em Tóquio 2020. A preparação foi a melhor possível levando em conta a pandemia. O trabalho pra Paris 2024 e Los Angeles 2028 já começou. Incentivamos a vela jovem, ampliamos as clínicas pelo País e buscamos excelência e todos os processos”, disse Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da CBVela.

Para os Jogos de Paris 2024, a World Sailing - entidade que comanda a modalidade no mundo -  fez algumas mudanças significativas. As classes Laser Standart, Laser Radial, 49erFx, 49er e Nacra 17 permanecem no programa olímpico. Já as classes Finn, RS:X masculina e feminina e 470 masculina e feminina dão adeus, sendo substituídas por Kite, IQFoils e 470 mista.

Desde Helsinque 1952 no programa, a Finn não fará mais parte da competição daqui três anos. Jorge Zarif detém o melhor resultado da categoria nos Jogos com o quarto lugar na Rio 2016, além de campeão mundial em 2013.

No lugar da prancha à vela da fabricante RS:X entra os IQFoils. Em Tóquio 2020, a representante foi Patrícia Freitas, 10ª colocada. As pranchas entraram no programa olímpico em Los Angeles 1984 e foram usados os equipamentos como Windglider, Lechner Divisão II, Lechner A-390, Mistral One Design e RS:X pela última vez no Japão.

Outra novidade é a entrada do kitesurfe ou IKA Kitefoil nas versões masculino e feminino. Os velejadores vão usar equipamentos que permitem velejar com condições de vento fraco até rajadas de 40 nós.

''No Kite temos no masculino o campeão pan-americano Bruno Lobo, que vai chegar muito bem. No feminino tem muito trabalho pela frente. No iQFOiL acho que o masculino com o Matheus Isaac tem boas chances, é continuar evoluindo e fazer um bom calendário internacional'', disse Walter Böddenner, coordenador da vela na Rio 2016.

Outra alteração será classe 470, que passa a ser mista e não separada por gênero. A categoria deu a primeira medalha de ouro em Moscou 1980 com Marcos Soares e Edu Penido. E também fez história com primeiro pódio olímpico feminino na modalidade com Fernanda Oliveira e Isabel Swan em Pequim 2008. ''O 470 é uma classe muito competitiva. O Brasil ganhou medalhas e teve vários velejadores de altíssimo nível. Dessa forma acho que será uma classe surpresa na minha opinião'', contou Walter Böddenner. 

A vela em Paris 2024 será disputada na raia de Marselha, cidade que fica a 661 quilômetros de distância da capital francesa. Os fortes ventos chamados mistral podem dar o tom durante o período dos Jogos, que serão disputados de 26 de julho a 11 de agosto de 2024.

''A mudança de classes sempre traz muita apreensão devido aos investimentos já feitos. Mas na verdade, o Brasil tem tradição em medalhas em classes novas. A própria Martine e Kahena foram ouro na estreia do 49erFX na Rio 2016, assim como o Robert Scheidt foi ouro no início da Laser em Atlante 1996! Lá atrás tivemos medalhas no 470, Flying Dutchman e Tornado que eram classes recentes nos Jogos'', explicou Ricardo Lobato, especialista em vela.

 

 

RESULTADOS EM TÓQUIO  
Martine Grael e Kahena Kunze 49erFX
Robert Scheidt Laser
Fernanda Oliveira e Ana Barbachan 470 Feminino
Patrícia Freitas RS:X 10º
Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino Nacra 17 10º
Jorge Zarif Finn 14º
Henrique Haddad e Bruno Bethlem 470 Masculino 16º
Marco Grael e Gabriel Borges 49er 16º

 

 

MEDALHAS OLÍMPICAS DA VELA   
Cidade do México 1968 Reinaldo Conrad       Burkhard Cordes Flying Dutchman Bronze
Montreal 1976 Peter Ficker              Reinaldo Conrad Flying Dutchman Bronze
Moscou 1980  Marcos Soares            Edu Penido 420 Ouro
Alex Welter                  Lars Bjorkstrom Tornado Ouro
Los Angeles 1984 Daniel Adlerrrrrrrr        Ronald Senftttttttttt      Torben Grael Soling Prata
Seul 1988  Lars Graelllllllllll            Clínio de Freitas Tornado Bronze
Torben Graellllllllllllllll  Nelson Falcão Star Bronze
Atlanta 1996   Robert Scheidt Laser Ouro
Torben Graelllllllllllllllll  Marcelo Ferreira Star Ouro
Lars Graelllllllllll            Kiko Pelicano  Tornado Bronze
Sydney 2000  Robert Scheidt Laser Prata
Torben Graellllllllllllllll  Marcelo Ferreira Star Bronze
Atenas 2004  Robert Scheidt Laser Ouro
Torben Graellllllllllllllll  Marcelo Ferreira Star Ouro
Pequim 2008  Robert Scheidt      Bruno Prada Star Prata
Fernanda Oliveiraaaaa  Isabel Swan 470 Bronze
Londres 2012 Robert Scheidt      Bruno Prada Star Bronze
Rio de Janeiro 2016 Martine Grael      Kahena Kunze 49erFX Ouro
Tóquio 2020 Martine Grael      Kahena Kunze 49erFX Ouro

 

Resultados oficiais

https://tokyo2020.sailing.org/results-centre/

 

SOBRE A CBVELA

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Tem o Bradesco como patrocinador oficial, e o Grupo Energisa como parceiro oficial e patrocinador da Vela Jovem. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: sete. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 18 medalhas em Jogos Olímpicos.


 


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