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A bordo do esporte

Flavio Perez é profissional de marketing e jornalista há mais de 25 anos. Especialista em esportes olímpico. Lidera a agência On Board Sports. Foi manager da The Ocean Race


Velejadores do MAPFRE analisam as mudanças na Volvo Ocean Race


Publicado 28/03/2017 09:01

O veleiro MAPFRE será mais uma vez o representante da Espanha na regata Volvo Ocean Race, que começa em outubro de 2017. Três integrantes da equipe falaram das mudanças da edição 2017-18, que incluem mais mulheres a bordo e um percurso com mais milhas pelos mares do sul (os mais difíceis do planeta). Os escolhidos para analisar as mudanças e também falar do que esperam para o time foram Neal McDonald (diretor esportivo e de performance), Pablo Arrarte (chefe de turno) e “Ñeti” Cuervas-Mons (proeiro e capitão).

Sobre o novo percurso

Ñeti: É muito mais difícil do que as edições anteriores, pois navegamos mais pelos mares do Sul. Além disso, o percurso ainda tem a passagem pelos Doldrums do Pacífico, que é complicada também. No geral, o percurso é duro e emocionante, apresentando todos os tipos de condições.

E o novo sistema de pontuação?

Ñeti: As etapas mais complicadas dos mares do Sul - Cidade do Cabo até Melbourne e Auckland até o Brasil - pontuam dobrado. Isso implica que temos que ser competitivos nessas etapas e saber encontrar equilíbrio para não se arriscar e não quebrar. Equilíbrio será importante para saber acelerar e ficar na frente no final de cada etapa.

Pablo: Vamos ter etapas com pontuação dobrada. Isso nos obriga a cuidar muito do barco, sem quebrar e estar pelo menos no pódio. Se a gente aguentar nessas etapas, e fazer o restante bem, vamos brigar pelo título.

A regra para fomentar a vela feminina

Neal: Já navegamos com algumas meninas e vendo como podemos tirar o melhor dessa regra. É uma regata oceânica e o processo é o mesmo, com homens e mulheres.

Ñeti: Acho legal essa regra para facilitar a entrada das velejadoras na regata. Eu já fui favorecido com a obrigação da entrada de tripulantes com menos de 30 anos na Volvo Ocean Race. Isso me colocou aqui. A única coisa que pega é que estão reduzindo o radicalmente o número de tripulantes e fechando as portas para atletas.

Qual é a mudança que mais te agrada?

Neal: É navegar mais pelos mares do Sul. É legal voltar a navegar mais pelo hostil Oceano Antártico. Pra mim essa é a grande atração.

Pablo: Por fim, vamos correr mais tempo pelos mares do Sul, onde todos sabemos que faz muito frio, tem ondas grandes, temporais e muito vento. Cuidar do barco nessas condições será muito importante, pois vamos passar dias por lá.

Ñeti: Não passar pelo Estreito de Malaca e atravessar essas calmarias.

A Volvo Ocean Race é?

Neal: Uma mistura de aventura e competição no mais alto nível. Dar a volta ao mundo sempre é uma aventura, mas para mim é uma regata profissional. Quem faz que realmente fazer.

Neti: Sempre foi uma regata offshore por excelência. Desde pequeno foi um sonho correr. Nunca pensei que ia fazer quatro edições. Ela se converteu em forma de vida.

Os momentos mais difíceis da regata? 

Ñeti: Por um lado, é a navegação nos mares do Sul com frio, vento e ondas. Chegar ao Cabo Horn é sempre difícil, assim como a passagem pelo Índico. Por outro lado, toda a área das ilhas dos trópicos com possibilidade de furacões, tufões ou condições de vento muito complicadas. Cada parte do planeta tem as suas complicações e se você adicionar o fato de que todos os barcos estarão próximos, a pressão aumenta!

O segredo para vencer é…

Ñeti: A preparação! Que inclui o trabalho anterior e os treinamentos duro. Por sorte, desta vez a gente começou com mais tempo e temos uma equipe forte.

Neal: Temos um barco one-design! As velas são todas iguais, os barcos são os mesmos e o desafio é dar a volta ao mundo em primeiro. A nossa regata começou dois meses atrás e só faltam seis para a largada. Já selecionamos os atletas, treinamos, etc... Todas essas coisas são mais importantes este ano do que eram no passado.

 


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