Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 21/04/2026 00:00
Algumas coisas permanecem depois do fim.
Deixam resíduos no dia a dia, no corpo de quem fica.
É algo sensorial.
Impossível de apagar.
O cheiro fica nos corredores,
o silêncio grita a ausência
e até o espaço desaprende a ser só.
⸻
Depois do que não ficou
por Alfa Bile
📍 19 de abril de 2026
Houve um tempo
em que teu sorriso
abria a manhã.
Agora,
ele permanece
fechado
em algum lugar do corpo.
Nada cessou
de uma vez.
foi aos poucos
que as coisas
deixaram de voltar.
As conversas na mesa.
depois, as mensagens.
por fim,
o hábito de esperar.
Ainda há vestígios.
teu cheiro
atravessa o corredor.
Troquei as fronhas,
os lençóis —
você ficou.
Algo ecoa.
não responde,
mas fica.
⸻
Nada muda de uma vez.
As coisas vão saindo devagar.
Primeiro a presença.
Depois a frequência.
Por fim, o hábito de esperar.
A mente continua esperando.
Como se ainda houvesse volta.
E, no meio de tudo, algo fica.
Nos objetos. No corpo. No ar.
A casa aprende a ficar vazia.
Mas nunca completamente.
Talvez o que mais dói não seja a ausência —
mas os ecos que permanecem.
⸻
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Quero saber o que você sentiu — de verdade.
Se fez sentido pra você, talvez faça pra alguém que você conhece.
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📸 ✍️ Alfa Bile
VersoLuz | Jornal Diarinho
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