O relato foi feito ao DIARINHO pela mãe da criança, Viviane Esteves Sangoi Araújo. O filho dela, Enrico, morreu aos 3 anos e 9 meses, em 1º de novembro de 2024, após um acidente de trânsito na Itália.
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A família havia se mudado para o país europeu sete meses antes. Antes disso, morou por nove anos em Itajaí. Viviane contou que procurou a reportagem após acompanhar as matérias do DIARINHO sobre o trabalho do médium Nilton Stuqui e da pedagoga Sibele Cavanha, ligados ao projeto Ressignificando Vidas.
Segundo a mãe, ela tentou contato com o médium, que mora no interior de São Paulo, mas não conseguiu. Ao saber que ele participaria de uma atividade em Itajaí em 2025, decidiu procurar a antiga professora de Enrico em uma creche da rede municipal.
Viviane relatou que teve um sonho três dias antes da morte do filho. “Ele estava soletrando. Eu não o via, só ouvia. A sala parecia uma sala de psicografia”, contou.
Ela também disse que o menino falava sentir saudades da professora que ficou no Brasil. A mãe preferiu não divulgar o nome da moça e nem da creche por causa de questões religiosas.
De acordo com Viviane, quando entrou em contato com a professora para falar sobre a presença do médium em Itajaí, a educadora disse que naquela semana vinha pensando muito no menino.
“Antes mesmo de eu pedir, ela falou que estava sentindo muito a presença do espírito do meu filho em sala de aula. Então pedi para que ela me representasse no encontro, porque senti que a carta viria”, relatou.
Segundo a mãe, antes da psicografia em Itajaí o casal já havia recebido informações semelhantes por meio de outro médium, mas sem carta.
Viviane afirma que o filho demonstrava sensibilidade espiritual desde pequeno. Ela contou que, pouco antes de morrer, o menino disse que iria para o céu e que o avô — que morreu dois anos antes de ele nascer — viria buscá-lo.
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Durante a atividade em Itajaí, o médium Nilton Stuqui não sabia detalhes do acidente na Itália. Ainda assim, segundo Viviane, a carta psicografada mencionou que o pai do menino não teve culpa no acidente.
A mãe também diz que costuma conversar com o filho em pensamento e que a carta menciona que ele a escuta. Para ela, os detalhes reforçam a autenticidade da mensagem. “São informações que não estão em redes sociais”, afirma.
No dia do evento, a professora aguardou cerca de seis horas até receber a carta atribuída a Enrico.
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“Foi um gesto de amor dela por uma criança que era apenas seu aluno em escola pública”, disse Viviane.
Mesmo sabendo que há pessoas que não acreditam em manifestações espirituais, a mãe decidiu contar a história. Católica de origem, ela afirma que não se converteu à Doutrina Espírita, mas diz ter uma visão espiritualizada da vida.
“Talvez alguma mãe que leia essa história encontre conforto ao saber que existe algo além da nossa realidade”, concluiu.
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