Que pecado
Camboriú perde o título da Taça ACESC para o Criciúma em disputa de 22 pênaltis
Cambura foi derrotado por 3 a 2 no tempo normal e por 8 a 7 nas penalidades
Anderson Davi [editores@diarinho.com.br]
Em uma disputa emocionante de pênaltis, com 22 cobranças no total, o Camboriú foi derrotado pelo Criciúma na final da Taça ACESC e ficou com a quarta colocação do Campeonato Catarinense. Jogando em casa na noite deste sábado, o Tigre venceu por 3 a 2 no tempo normal e 8 a 7 nas penalidades para ficar com o troféu inédito e também a vaga na Copa do Brasil de 2027.
Com a bola rolando, Wermeson e Mansur marcaram para a Cambura, enquanto Waguininho, Jhonata Robert e Jean Irmer fizeram para o Criciúma. Nas penalidades, Wermeson, principal destaque do Camboriú na competição, desperdiçou duas cobranças. Nadson e o goleiro Vavá, também erraram pelo lado da Cambura. Já o goleiro Alisson, do Tigre, isolou a bola quando chegou sua vez de chutar, mas foi o herói da conquista com três defesas.
Continua depois da publicidade
Após a grande campanha no estadual, o Camboriú terá uma pausa na equipe profissional e deve retornar em setembro para a disputa da Copa Santa Catarina, quando terá uma nova chance de buscar uma vaga na Copa do Brasil do ano que vem. A classificação para a competição nacional ainda pode vir de outras formas. Como foi quarto colocado do Catarinense, o Camboriú pode ganhar uma vaga caso: a Chapecoense permaneça na Série A do Brasileiro, o Criciúma conquiste o acesso para a Série A ou o Barra seja campeão da Série C.
O jogo
O Camboriú saiu na frente no placar logo aos 13 minutos. O goleiro Vavá lançou a bola para o campo de ataque e Wermeson recebeu sozinho cara a cara com o goleiro Alisson, do Tigre. Ele driblou o adversário e foi puxado pelo pé. Pênalti, que o próprio Wermeson cobrou no canto oposto do goleiro para fazer 1 a 0.
O empate do Criciúma veio aos 22 minutos, com Waguininho subindo mais alto que a defesa no segundo pau para cabecear no cantinho. Ainda nos acréscimos do primeiro tempo, o zagueiro Rodrigo, do Criciúma, foi expulso pelo árbitro Bráulio da Silva Machado, que viu uma cotovelada em Nilton em disputa de bola no meio de campo.
Aos 9 minutos da etapa final, a bola bateu na mão de Choco dentro da área da Cambura e o árbitro marcou pênalti. Jhonatha Robert cobrou no meio do gol e Vavá defendeu com os pés, mas a bola sobrou para o camisa 10 do Tigre, que completou pras redes de cabeça, para virar o jogo.
A vantagem do Criciúma durou apenas quatro minutos. Wermeson serviu Mansur dentro da área e ele chutou forte, no alto, para fazer o segundo do Camboriú. Aos 31, o Camboriú teve a chance de virar o jogo com Nilton, que recebeu passe de Wermeson livre na pequena área, mas mandou por cima do gol. Um minuto depois, Hygor Ribeiro fez falta na frente da área e acabou expulso, também deixando o Camboriú com 10 jogadores em campo.
Já aos 37 minutos da etapa final, Marcelo Hermes rolou para Jean Irmer na entrada da área e ele bateu colocado no canto para fazer 3 a 2 para o Tigre, levando a decisão da taça para as penalidades.
A disputa de pênaltis teve emoção de sobra, com 22 cobranças no total. Na primeira série de cinco, Wermeson e Nadson desperdiçaram pelo lado do Camboriú, enquanto Marcinho e Waguinho erraram pelo lado do Criciúma.
Nas alternadas, o aproveitamento foi melhor dos batedores e só os goleiros, últimos a cobrarem, que perderam. Alisson, do Tigre, isolou a sua cobrança. Vavá, do Camboriú, teve a chance de marcar o gol para o título do Camboriú, mas o camisa 1 carvoeiro se redimiu e defendeu o chute rasteiro no seu canto direito.
Continua depois da publicidade
Como os 10 jogadores de cada lado já haviam cobrado e com o placar empatado em 7 a 7, a disputa recomeçou. Jhonata Robert deslocou o goleiro para botar o Tigre em vantagem. Wermeson, que havia perdido o primeiro pênalti da Cambura chutando no travessão, voltou para a cobrança e errou novamente, desta vez parando no goleiro Alisson, que garantiu o título para o time da casa.
Anderson Davi
Anderson Davi; jornalista no DIARINHO, formado pela Univali, com atuação na editoria de Esportes.
