Camboriú volta a ser destaque no ciclismo internacional neste domingo, ao receber a segunda edição da UCI Gravel World Series Brazil. A prova abre oficialmente o calendário do circuito nas Américas e é a única etapa no Brasil classificatória para o Campeonato Mundial de Gravel da Union Cycliste Internationale (UCI), marcado para outubro de 2026, na Austrália.
Com estrutura internacional, percurso técnico e clima desafiador, Camboriú abre a temporada americana da UCI e reforça sua posição no cenário mundial do ciclismo. O prefeito Leonel Pavan (PSD) destaca ...
Com estrutura internacional, percurso técnico e clima desafiador, Camboriú abre a temporada americana da UCI e reforça sua posição no cenário mundial do ciclismo. O prefeito Leonel Pavan (PSD) destaca que sediar a prova reforça a visibilidade da cidade no cenário esportivo internacional. “É um evento de alcance mundial que movimenta a economia, fortalece o turismo esportivo e projeta o nome de Camboriú para além das fronteiras do Brasil”, afirmou.
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Organizada pela Riders Sports, a prova terá dois percursos principais. O Granfondo terá 113 km e 1778 metros de altimetria acumulada, com cerca de 90% do trajeto em pavimento gravel (trilha). Já o Mediofondo terá 69 km e 1117 metros de elevação. Além das provas oficiais do circuito, o evento terá uma maratona de mountain bike com percursos de 69 km e 38 km. As inscrições seguem até 2 de março pelo site Ticket Sports.
Em 2026, a prova passa a ter largada e chegada no campus do Instituto Federal Catarinense (IFC), no centro de Camboriú. O diretor de prova, André Gohr, destaca que apenas os primeiros cinco quilômetros sofreram alteração em relação à edição anterior. “O percurso maior é extremamente rápido, apesar da altimetria desafiadora, que é bem distribuída. O segredo é a hidratação. Historicamente, temos calor e umidade elevados. Já no percurso menor, a chave é saber dosar a energia”, explica.
Prazos e apoio aos atletas
Pelo regulamento da UCI, os atletas do Granfondo terão limite de 6h30 para completar o percurso, com média mínima de 18 km/h. Na Mediofondo, o tempo máximo será de 4h30, com média mínima de 13 km/h.
A estimativa da organização é que a maioria dos competidores conclua o Granfondo entre 4h30 e 5h30 e o Mediofondo entre 3h30 e 4h30. Na edição anterior, o suíço Simon Pellaud venceu a prova principal com tempo de 3h44.
O percurso mais longo terá seis pontos de hidratação, enquanto o Mediofondo contará com quatro estações. Durante a prova, motociclistas prestarão suporte emergencial, mas os atletas devem levar kit básico de reparos.
Os três primeiros colocados de cada categoria oficial, no masculino e feminino, garantem vaga direta para o Campeonato Mundial. Também se classificam os 25% melhores de cada faixa etária oficial, conforme o número de largadas.
Para disputar o Mundial será obrigatória licença válida emitida por federação nacional filiada à UCI, além do registro UCI ID 2026 e seguro adequado.
A organização também criou a categoria Mediofondo Open, destinada a ciclistas que querem participar da etapa internacional sem disputar vaga para o Mundial.
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