Investimento histórico
IMA emite Licença Ambiental de Implantação e libera construção da Estação de Tratamento de Esgotos de Bombinhas
Com investimento de R$ 180 milhões até 2028, nova ETE terá capacidade três vezes maior que a atual e deve elevar a cobertura de esgoto para 97% no município.
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Uma das menores cidades litorâneas do Brasil terá o maior sistema de esgotamento sanitário em cidades deste porte. Estrutura vai atender dezenas de milhares de turistas nas temporadas de verão, além de seus 28 mil moradores
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A Águas de Bombinhas, uma empresa do Grupo AEGEA, recebeu ontem (24) do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) a Licença Ambiental de Instalação (LAI), que autoriza o início da construção da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município. A autorização de corte de vegetação também foi aprovada e será liberada nos próximos dias.
A licença é um instrumento de autorização essencial para a implantação do sistema, que irá transformar a realidade do saneamento na cidade. Atualmente, Bombinhas conta com uma ETE de tratamento de 50 litros por segundo. A nova ETE terá capacidade de tratamento de 165 litros por segundo.
A nova estrutura será construída no bairro José Amândio, com início próximo. O primeiro passo será a retirada da vegetação (para possibilitar o início da execução das obras de terraplanagem) e, na sequência, a implantação do projeto cuja conclusão está prevista para 2027.
Maior investimento em saneamento do país para cidade litorânea de pequeno porte
Com cerca de 28 mil habitantes fixos, Bombinhas está entre os dez menores municípios litorâneos do Brasil em população, próxima de cidades como Balneário Gaivota/SC (17.306 habitantes), Balneário Arroio do Silva/SC (17.215 habitantes), Balneário Rincão/SC (17.226 habitantes) e Cidreira/RS (18.513 habitantes). Apesar do pequeno porte, Bombinhas receberá o maior investimento proporcional em saneamento do Brasil, conforme destaca a presidente da Aegea SC, Reginalva Mureb.
“Serão R$180 milhões aplicados no sistema de esgotamento sanitário, até 2028. Isso representa um investimento médio de R$ 1.071,00 por morador ao ano, durante seis anos. Este valor está muito acima da média do Brasil e de Santa Catarina”, comenta. Para se ter uma ideia, o investimento per capita/ano em saneamento em Santa Catarina é de R$103,00, menor que o do Brasil que gira em torno de R$130,00, como detalha a presidente da concessionária.
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“Bombinhas planejou investir cerca de dez vezes mais que a média estadual, concentrando os aportes em seis anos, especialmente a partir de 2024, quando iniciamos a implantação das redes de coleta para tratamento dos esgotos, liberadas pelo órgão ambiental”, destaca.
Proteção ambiental e desafio populacional
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O investimento é estratégico para um município com características únicas: cerca de 75% do território está ocupado por áreas de proteção ambiental, incluindo unidades de conservação municipal e zonas de proteção. Além disso, a oscilação da população flutuante em Bombinhas também é um grande desafio: entre dezembro e março, a Capital Nacional do Mergulho - como é chamada - chega a receber mais de 1,5 milhão de pessoas — o equivalente a 50 vezes sua população fixa — atraídas por suas belezas naturais.
Nenhuma cidade brasileira de até 30 mil habitantes está nessa condição, como lembra Reginalva. “Bombinhas precisa desse investimento e cuidado para proteger seu principal patrimônio, que é o meio ambiente. Podemos afirmar que não há, no Brasil, cidade desse porte com um sistema de água tão robusto e, agora também de esgoto, quanto o que estamos implantando por aqui”, reforça.
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Expansão acelerada da cobertura
Além da construção da ETE, a concessionária mantém um cronograma intensivo de ampliação de redes coletoras de esgotos. São 58 mil metros de redes coletoras já implantados, 40 mil metros a implantar em 2026 e mais 43 mil metros em 2027. Assim, com a operação da nova ETE em 2027, o município de Bombinhas alcançará no próximo ano 73% de cobertura. Já em 2028, a meta é atingir 97% de cobertura — a universalização do serviço.
“Em questão de dois anos daremos um grande salto na cobertura e tratamento, impactando diretamente o meio ambiente, a balneabilidade das praias, a saúde pública e a valorização imobiliária desta pérola catarinense que é a cidade de Bombinhas. Os bombinenses merecem", conclui Reginalva.
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