POLÍCIA
Clínica rastreia computador após furto, mas polícia não consegue recuperar notebook
Vítima levantou imagens, identificou os suspeitos e mapeou trajeto do MacBook, mas não teve retorno das forças de segurança
Juvan Neto [editores@diarinho.com.br]
A equipe de uma clínica veterinária de Balneário Camboriú fez o que, na prática, seria trabalho de investigação: reuniu imagens de câmeras, identificou suspeitos e rastreou o trajeto de um MacBook furtado após arrombamento. Mesmo assim, não conseguiu recuperar o equipamento nem teve resposta das forças de segurança.
O arrombamento foi na rua 1101, no centro, às 3h deste sábado. Foram levados um MacBook e o dinheiro do caixa. Segundo os proprietários, o autor do crime, já conhecido na região, além de furtar o computador, também defecou dentro do estabelecimento.
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Funcionários da clínica buscaram imagens de câmeras de monitoramento da vizinhança e identificaram o suspeito entrando no local e o caminho percorrido por ele após o furto. Em menos de 40 minutos, o homem já estava numa boca de crack trocando o notebook por drogas, conforme relato dos comerciantes.
As imagens mostram um rapaz magro, de boné, cometendo o furto. Já os receptadores seriam um homem magro, de roupas escuras, e uma mulher de saia longa clara e camiseta preta.
“Identificamos o casal, vimos eles tentando desbloquear o computador e descobrimos que esconderam o MacBook perto de um restaurante da avenida Central”, contou uma funcionária.
Segundo ela, o casal teria deixado o equipamento na lateral do restaurante. Um terceiro homem, ainda não identificado, pode ter visto a cena e levado o notebook. “A gente ainda tinha o sinal de localização do MacBook, mas depois perdemos. O equipamento está perdido”, lamentou.
Os proprietários também criticaram o atendimento. “Fizemos o boletim de ocorrência e não deu em nada. Chamamos a Polícia Militar e riram da nossa cara, dizendo que ‘a essas horas o MacBook já deve estar no Paraguai’”, relatou a funcionária.
A clínica ficou aberta das 3h às 7h55, quando os responsáveis chegaram para abrir o comércio e perceberam o arrombamento.
Sensação de impotência
Para os donos, a principal frustração foi reunir toda a sequência do crime e não ver avanço na apuração. “A PM alegou que não tem como fazer nada em termos de resolutividade nos sábados e finais de semana”, afirmaram.
Procurada, a Polícia Militar de Balneário Camboriú informou que não foi possível concretizar flagrante dos envolvidos e que a corporação atua de maneira preventiva. O boletim de ocorrência foi registrado e encaminhado à Polícia Civil, responsável pela investigação.
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A PM não comentou a acusação de que policiais teriam dito que o MacBook já “estaria no Paraguai”. Segundo a corporação, eventuais questionamentos sobre conduta de agentes podem ser encaminhados à Corregedoria do 12º Batalhão.
Juvan Neto
Juvan Neto; formado em Jornalismo pela Univali e graduando em Direito. Escreve sobre as cidades de Barra Velha, Penha e Balneário Piçarras.
