Um novo caso de agressão ambiental denunciado nas semanas anteriores voltou a ser registrado no bairro Itacolomi, em Balneário Piçarras: o lançamento de uma espessa espuma branca num ribeirão na rua Victor Zimmermann, região onde está uma das maiores unidades de ensino do município, a Escola Professora Francisca Borba.
De acordo com a moradora E. D. S., foi possível observar o lançamento do produto no ribeirão por pelo menos três vezes – a última delas, segundo ela, na última terça-feira. O Instituto de Meio Ambiente ...
De acordo com a moradora E. D. S., foi possível observar o lançamento do produto no ribeirão por pelo menos três vezes – a última delas, segundo ela, na última terça-feira. O Instituto de Meio Ambiente local (IMP), procurado pelo DIARINHO, confirmou o crime ambiental e informou estar novamente tomando providências.
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“Eu não sei do que se trata, mas pela coloração, tem química no meio”, frisou E. à reportagem. "Acaba que o produto vai parar no mar, e lá pode inclusive prejudicar a seleção de Piçarras no Bandeira Azul”, observou ela, referindo-se ao programa internacional de qualidade de praias, que certificou 100% da orla piçarrense como própria para banho, mas adota critérios rigorosos para não ser descontinuado.
A suspeita é de que a espuma seja resultante de descarte irregular de esgoto. Os moradores reforçam que nas áreas mais baixas do entorno da rua Victor Zimmermann, muitas vezes a água chega perto das casas, e pode levar junto esse produto desconhecido. E. D. S. afirma que não tem visto fiscalização efetiva por parte do IMP na região nas últimas semanas, mas em janeiro deste ano, o instituto atuou para notificar e multar outro caso do gênero: esgotos eram lançados nos rios Piçarras e Furado, e a ação foi barrada pelos fiscais do município.
Ao DIARINHO, a assessoria da prefeitura confirmou o problema do Itacolomi. “Essa situação já foi investigada em oportunidades anteriores pelo Instituto do Meio Ambiente e Vigilância Sanitária”, informou a nota encaminhada.
Em uma das fiscalizações, de acordo com a prefeitura, foi identificada uma casa lançando o efluente não tratado diretamente no curso d’água. Diante disso, a vigilância foi devidamente comunicada e o problema teria sido sanado “após a notificação do morador responsável”.
Contudo, diante desta nova denúncia, a prefeitura confirmou que a situação será novamente apurada, incluindo o mapeamento de possíveis novos pontos de lançamento e potenciais poluidores, a fim de verificar as condições atuais e adotar medidas cabíveis. O município não informou sobre eventuais valores de multas ou sanções caso confirme novamente o crime ambiental.