Segundo o parlamentar, a audiência pública será em 20 de março, às 9h, no auditório da Univali, em Itajaí. O encontro vai reunir prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e responsáveis pela iluminação pública de cidades da Amfri, da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi) e de outras regiões do Vale do Itajaí.
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Ivan Naatz afirma que a Celesc já tem conhecimento dos problemas recorrentes no fornecimento de energia, principalmente durante a temporada de verão, quando a população do litoral aumenta.
“Todo ano é a mesma coisa. Falta energia por horas, prejudicando hotéis, pousadas, restaurantes e a população em geral”, disse. Ele destacou moradores que utilizam imóveis de veraneio enfrentando até dois ou três dias sem luz e água, já que o abastecimento de água também depende de energia elétrica, geralmente nos prédios.
O deputado ainda citou problemas estruturais, como ausência de energia trifásica em empresas de Luiz Alves, o que impede a expansão de negócios, e a falta de capacidade energética para ampliação do parque Beto Carrero World, em Penha.
Para o parlamentar, há deficiência na distribuição de energia. Ele aponta equipamentos sucateados, falta de manutenção, ausência de limpeza das redes e cabeamento incompatível como causas frequentes das quedas. “Se não houver ampliação e investimento no sistema, corremos o risco de enfrentar um colapso no fornecimento. A energia fotovoltaica tem ajudado, mas o problema está na distribuição”, afirmou.
CPI dos cartórios
Além do debate sobre energia, Ivan Naatz informou que aguarda parecer do jurídico da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) sobre a possibilidade de instalação de uma CPI para apurar o aumento das custas cartorárias.
Segundo ele, a lei aprovada em 2023, que entrou em vigor em 2024, elevou significativamente os valores dos serviços cartorários no estado. “A Assembleia cometeu um erro ao aprovar o projeto no pacote de final de ano, sem debate aprofundado. O serviço ficou muito mais caro, especialmente para a população mais pobre”, criticou.
O deputado afirmou que o objetivo da CPI será levantar dados sobre o sistema cartorário, identificar eventuais equívocos na legislação e propor mudanças para reduzir custos e desburocratizar os serviços.
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Ele também criticou o modelo atual, que considera ultrapassado. “O sistema cartorário não evoluiu na mesma velocidade que outros serviços. Precisamos modernizar e rever a legislação”, finalizou.