A motorista G. F., de 57 anos, que dirigia o Porsche no acidente que matou a empresária Aline Dalmolin, de 40 anos, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta terça-feira. Se a denúncia for aceita pela Justiça, G. F. pode ir ao Tribunal do Júri e a pena chegar a até 20 anos de prisão. Aline, dona da Celd Esportes, estava no banco do carona do veículo e morreu vítima de múltiplos traumatismos.
O acidente foi no dia 15 de dezembro do ano passado, na avenida Normando Tedesco, na Barra Sul, em Balneário Camboriú. A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Balneário ...
O acidente foi no dia 15 de dezembro do ano passado, na avenida Normando Tedesco, na Barra Sul, em Balneário Camboriú. A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, mas ainda não foi analisada pela Vara Criminal de BC.
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Segundo o Ministério Público, G. F. dirigia o Porsche bêbada, com índice de 0,97 miligrama de álcool por litro de ar expelido, valor muito acima do permitido por lei. Mesmo nessas condições, a motorista teria trafegado em alta velocidade, passado por uma faixa elevada, perdido o controle do carro, capotado e colidido contra postes e um muro. O veículo percorreu cerca de 73 metros até parar.
Aline ficou presa às ferragens, com traumatismo craniano e ferimentos graves nos dois braços, sendo necessária a amputação de um deles. Apesar do atendimento no hospital Marieta, ela não resistiu.
Laudos periciais descartaram qualquer falha mecânica e apontaram que a causa do acidente foi o desrespeito às normas de trânsito por uso de bebida alcoólica.
Após a batida, conforme apuração, a motorista tentou fugir, mas foi encontrada escondida no mangue às margens do rio Camboriú.
Na denúncia, o MPSC atribui à acusada os crimes de embriaguez ao volante, homicídio doloso na forma de dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, e fuga do local do acidente. O MP pede que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri e que seja fixado valor mínimo de indenização de R$ 100 mil para a família da vítima. “Ao dirigir embriagada e em velocidade incompatível com a via, a denunciada assumiu o risco de provocar um resultado fatal. Não se trata de um acidente, mas de uma escolha que colocou pessoas em perigo e tirou a vida da vítima”, afirmou a promotora Roberta Gonçalves, que assinou a denúncia.
Na época do acidente, G. chegou a ser presa, mas foi liberada após audiência de custódia com pagamento de fiança de R$ 30,3 mil. Ela também cumpre medidas cautelares, como proibição de mudar de endereço ou telefone sem comunicar o judiciário, sair de BC por mais de sete dias sem autorização, de frequentar bares, sair de casa das 22h às 6h e teve a CNH suspensa.