LITORAL DE SC
Investigação do Banco Master chega à região
Nesta terça, o ex-presidente do Rioprevidência foi preso pela PF no RJ
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
Nesta terça-feira, duas ordens de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridas em Itapema na investigação do caso do Banco Master. Os alvos da operação eram os irmãos R. S. e R. S.. Só que eles não estavam no apartamento do Torres Del Painel Residencial, na rua 264, no bairro Meia Praia. Os dois são considerados foragidos. Houve buscas no apê, com confisco de eletrônicos.
A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro decretou três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão, com base em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas.
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Já a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes na manhã de terça-feira. A prisão faz parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que apura crimes contra o sistema financeiro ligados à gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.
Antunes foi preso em Itatiaia, no Rio de Janeiro, com apoio da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos e da Polícia Rodoviária Federal. Ele foi levado à sede da PF em Volta Redonda e, na sequência, levado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde seria ouvido.
Após os procedimentos, ele seria levado ao sistema prisional. Antunes tinha renunciado ao cargo no fim do mês passado. No dia 23 de janeiro, ele já tinha sido alvo de uma operação de busca e apreensão em sua casa.
Banco Master
A Operação Barco de Papel investiga irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central. Segundo a Polícia Federal, a Rioprevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco entre novembro de 2023 e julho de 2024.
A operação aconteceu devido ao risco concreto de destruição de provas e de obstrução das investigações, caso os investigados permanecessem em liberdade. Os mandados foram cumpridos em endereços ligados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação, em 23 de janeiro, a PF identificou movimentações suspeitas, como a retirada de documentos, a manipulação de provas digitais e a transferência de dois veículos de luxo para terceiros.
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Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
