A Polícia Civil de Santa Catarina avançou nas investigações do caso de maus-tratos contra o cão Orelha e cumpriu, nesta semana, dois mandados de busca e apreensão contra adolescentes suspeitos de envolvimento no crime. A ação resultou na apreensão de celulares que pertencem aos investigados e que podem ajudar a esclarecer o que aconteceu com o animal.
Os mandados foram cumpridos por equipes da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital. Os jovens estavam fora ...
Os mandados foram cumpridos por equipes da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital. Os jovens estavam fora do Brasil, mas, após monitoramento em conjunto com a Polícia Federal, a polícia identificou a antecipação do voo de retorno, o que permitiu a execução das ordens judiciais assim que eles chegaram.
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Além da Polícia Federal, a ação contou com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da Polícia Militar de Santa Catarina. Os adolescentes já foram intimados e deverão prestar depoimento à Polícia Civil.
Os aparelhos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica, que fará a extração e análise dos dados. O material se soma a outros equipamentos recolhidos anteriormente, no dia 26 de janeiro. Também foi solicitada a realização de laudo de corpo de delito no cão Orelha, etapa considerada fundamental para a conclusão da investigação.
O inquérito é conduzido pelos delegados Renan Balbino, da Deacle, e Mardjoli Valcareggi, da DPA. Após a finalização das diligências, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que vão analisar eventuais responsabilidades.
O delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, destacou que a ação faz parte de um trabalho contínuo e integrado. “Seguimos fazendo o trabalho de Polícia Civil, com o trabalho de investigação das nossas delegacias especializadas responsáveis por esse caso. Foi mais uma etapa desse trabalho feito em conjunto com policiais federais que atuam diretamente no aeroporto, garantindo a segurança de todos”, afirmou.
O caso de Orelha gerou forte comoção e segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades e comunidade.