Um golfinho e uma toninha morreram na região neste sábado. Os casos foram registrados em Penha e Barra Velha. Na praia do Trapiche, em Penha, um golfinho encalhou debilitado na tarde deste sábado. Equipes da Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, que integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), foram acionadas por moradores e fizeram as primeiras avaliações do animal.
O golfinho foi levado para a Unidade de Penha, mas não resistiu e morreu ainda no sábado. O animal era uma “golfinha”, idosa, da espécie tursiops sp., com 2,65 metros de comprimento e 196 quilos. ...
O golfinho foi levado para a Unidade de Penha, mas não resistiu e morreu ainda no sábado. O animal era uma “golfinha”, idosa, da espécie tursiops sp., com 2,65 metros de comprimento e 196 quilos.
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O animal estava muito debilitado, magro, com vários ferimentos, diversos nódulos pelo corpo, lesões e não respondia aos estímulos. A equipe fará exame de necrópsia para avaliar as condições de saúde e a causa da morte.
Ainda na manhã de sábado, uma toninha da espécie Pontoporia blainvillei foi encontrada morta na praia do Tabuleiro, em Barra Velha. O animal era um macho adulto, em avançado estágio de decomposição, e apresentava sinais claros de morte por contato com rede de pesca, com cortes no orifício respiratório.
Segundo o Projeto de Monitoramento de Praias, as marcas são sugestivas de interação não intencional com a atividade pesqueira. A carcaça foi recolhida e encaminhada à Unidade Penha, onde será feito exame de necropsia para identificar a causa da morte e avaliar as condições de saúde. Também foram coletadas amostras de dentes e de tecido para análises complementares.
De acordo com o projeto, a toninha enfrenta grandes desafios para sobreviver. A captura acidental em redes de pesca, conhecida como emalhe acidental, é hoje a principal ameaça à espécie, mas não a única.
A toninha também sofre com a poluição dos oceanos e com a degradação do habitat marinho, problemas que se intensificam nas regiões costeiras onde vive. Desde 2014, a espécie consta na Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, na categoria criticamente em perigo.
Sempre que um animal marinho for encontrado na região, o Projeto de Monitoramento de Praias pode ser acionado pelo telefone 0800-642-3341.