POLÊMICA NA BEIRA RIO
Desclassificados do edital de food trucks podem ficar sem renda a partir de segunda
Grupo que ficou de fora do novo edital diz que mais de 20 famílias ficarão sem trabalho
Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]
Trabalhadores de food trucks da Beira Rio, em Itajaí, estão revoltados com o resultado do novo edital da prefeitura, que definiu quais veículos poderão seguir atuando no local. Parte do grupo ficou de fora da lista e agora cobra explicações sobre as pontuações finais da classificação e o que chamam de “uma resposta direta do prefeito diante da indignação dos comerciantes”.
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Com a divulgação do resultado do novo edital da prefeitura — que definiu quais veículos estão autorizados a trabalhar na região — parte desses trabalhadores acabou excluída do processo.
De acordo com os comerciantes, mais de 20 famílias devem ficar sem fonte de renda já a partir de segunda-feira. O grupo afirma que busca apoio e respostas da prefeitura, especialmente do prefeito, sobre os critérios utilizados e as pontuações finais atribuídas no edital.
Em entrevista, os trabalhadores relataram que, durante o período eleitoral, o prefeito e o vice teriam pedido apoio aos food trucks e prometido ajuda, além de garantir que não haveria mudanças que prejudicassem a permanência deles na Beira Rio. Com o resultado do edital, porém, o cenário mudou completamente.
“Fomos até o gabinete e ele nunca está na cidade. Mas acompanho as redes sociais dele e vejo que está em Itajaí”, afirmou um dos comerciantes que não conseguiu ser recebido.
Apesar da revolta, muitos dizem entender a necessidade do edital e da regularização da atividade. O problema, segundo eles, foi a forma como o processo foi conduzido. “Do jeito que foi feito, não é bom pra ninguém: nem pro itajaiense, nem pro turista, muito menos pra nós”, relatam.
Os trabalhadores afirmam que faltou diálogo. “Era só chamar a gente pra conversar. Se tivesse que pintar tudo de branco, a gente pintava. Colocar letreiro, deixar mais bonito. Mas fizeram tudo pelas nossas costas”, desabafa outro comerciante.
Após a divulgação do resultado, o grupo foi atendido pelo vice-prefeito Rubens Angioletti e pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, João Paulo Kowalsky. Segundo os trabalhadores, durante a conversa o secretário teria se referido aos food trucks como “carreta furacão” e dito que “ia dar um jeito nisso”, o que aumentou ainda mais a indignação do grupo.
Os comerciantes também questionam o impacto da decisão para a população e para o turismo. “Tem público pra todo mundo: restaurante, food truck, são pessoas diferentes”, afirmam. Um dos trabalhadores destaca que atua com doces e que havia grande procura do público, mas que, no resultado do edital, nenhum espaço foi destinado a esse tipo de produto.
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Agora, o grupo espera uma explicação clara da prefeitura e uma resposta oficial do prefeito diante da insatisfação dos trabalhadores e da comunidade. Junto à manifestação, os food trucks encaminharam uma carta aberta à comunidade de Itajaí, pedindo que o DIARINHO publique uma carta aberta do grupo.

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Redação DIARINHO
Reportagens produzidas de forma colaborativa pela equipe de jornalistas do DIARINHO, com apuração interna e acompanhamento editorial da redação do jornal.
