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The Ocean Race volta pra Itajaí no ano que vem
Organização confirma perna de abertura recorde e parada na cidade
João Batista [editores@diarinho.com.br]
A competição que colocou Itajaí no mapa das grandes competições esportivas internacionais está a um ano da largada e retornará pra cidade em 2027. A The Ocean Race, a maior regata de volta ao mundo, inicia em 17 de janeiro do ano que vem, em Alicante, na Espanha, e tem parada confirmada em Itajaí de 31 de março a 18 de abril de 2027.
A etapa inicial será recorde, com os velejadores enfrentando a mais longa perna dos 53 anos de história da competição, percorrendo 14 mil milhas náuticas (26 mil quilômetros) da Europa até Auckland, na Nova Zelândia, antes de partirem para Itajaí. Da cidade, a regata seguirá pros Estados Unidos e depois retorna pra Europa, que terão suas cidades-sede anunciadas em breve.
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Na sequência, os velejadores tomarão o rumo do Mediterrâneo e atravessarão o Canal de Suez, no Egito, se preparando para uma perna final até Amaala, na Arábia Saudita, pelo Mar Vermelho. De acordo com o presidente da The Ocean Race, Richard Brisius, a competição que já é o auge da vela oceânica será ainda mais difícil na próxima edição.
"A edição de 2027 eleva a barra mais uma vez com uma rota que desafiará até os velejadores mais experientes. A perna de abertura para Auckland é uma declaração de intenções: esta é uma regata oceânica em seu estado mais extremo e emocionante”, comentou.
Para os competidores, o desafio vira combustível. O capitão da equipe alemã Malizia, Boris Herrmann, destaca que será “uma maneira incrível de começar a The Ocean Race com uma perna épica por meio mundo”. “Para nós, velejadores, é isso que amamos, passar tempo no mar, competindo contra os melhores e enfrentando grandes desafios”, disse.
Antes da largada oficial, a competição terá um “esquenta” ainda neste ano com a The Ocean Race Atlantic, uma corrida transatlântica com Imocas entre Nova Iorque (Estados Unidos) e Barcelona (Espanha). O evento terá início no dia 2 de setembro, com equipes mistas de homens e mulheres em cada embarcação.
Desafio, diversidade, tecnologia e sustentabilidade
A regata reunirá os barcos mais rápidos do mundo, a classe Imoca, que usa uma estrutura especial para "voar" sobre a água e que viram a casa dos velejadores por semanas no mar.
"Durante a edição de 2023, gostei muito da perna do Oceano Sul entre a África do Sul e o Brasil", destaca o velejador Paul Meilhat, que competiu na última edição e venceu a The Ocean Race Europe 2025 como capitão do time Biotherm.
"Essas pernas 'XXL' [extra-larga] fazem parte do DNA da classe Imoca e da The Ocean Race, com longos períodos no mar que criam cenários imprevisíveis”, completou. Além de mais desafiadora, a próxima edição da competição terá inovação em diversidade e tecnologia. Haverá exigência de que todas as equipes incluam pelo menos uma velejadora mulher na tripulação.
Os avanços tecnológicos permitirão que os repórteres a bordo mantenham uma conexão constante com a sede e com os fãs em terra. O sistema de transmissão em tempo real garantirá que o público veja mais ação ao vivo do que nunca, incluindo todas as histórias de bastidores.
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A sustentabilidade é outra marca da regata. A edição de 2027 fortalecerá o programa Racing for the Ocean, que conta com um barco na corrida. As equipes transportarão equipamentos científicos para coletar dados sobre as condições do oceano, microplásticos e impactos das mudanças climáticas em águas remotas.
João Batista
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.
