POLÍTICA
BC registra 185 mil multas e vereador fala em “indústria”
Marcelo Achutti critica uso de radares por anos no mesmo ponto e diz que problema não é de agora
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
O vereador Marcelo Achutti que recebeu carta de liberação do MDB, mas decidiu permanecer no partido em Balneário Camboriú, afirmou ao DIARINHO que o trânsito da cidade vive há muitos anos uma “indústria da multa”. A declaração foi para a reportagem do DIARINHO, durante visita à sede do jornal para gravação do programa Desembucha JC, na última quarta-feira. “Balneário Camboriú tem a indústria da multa, por que um radar tem que ficar cinco, seis anos? Se ele está cinco, seis anos, ele não tem resultado. Radar é temporário, ele não é perene”, criticou.
Achutti informou que tem cobrado explicações sobre os números do ano passado, que somariam 185 mil multas emitidas. “Numa cidade de 42 km², é muita gente. Nós temos que, cada vez mais, não só multar, mas fazer orientação. Blitzes educativas acho que são fundamentais, lógico que em alguns pontos a gente compreende que necessita o radar. Mas é radar para avanço de sinal. Eu não estou dizendo que é de agora, da atual gestão da prefeita Juliana Pavan... A gente vem enfrentando e fazendo esse enfrentamento há um bom tempo”, destacou.
Continua depois da publicidade
Para tentar barrar o que chama de indústria da multa, Marcelo conseguiu aprovar um projeto de lei que proíbe a aplicação de infrações com o uso das câmeras OCR. “Nós fizemos um projeto que proíbe o pardal móvel. Esse projeto foi proposto no ano de 2017 para 2018”, explicou.
O vereador também falou sobre outra frente que tem trabalhado: o problema dos moradores de rua. “Eu tô sendo processado pelos Direitos Humanos por também ter um posicionamento forte em relação ao problema. Eu jamais vou permitir que um agente de trânsito ou que um guarda municipal bata num morador de rua. Mas um morador de rua foi flagrado tomando banho pelado na área central da nossa cidade. Nós temos um número grande de moradores de rua na cidade e qual é a política pública que nós temos? Eles estão em todos os cantos e não querem ajuda. Aqui eu vou elogiar a atual prefeita que tem a casa de passagem, oferece cama e banho, mas infelizmente não é lá que eles querem ficar, eles querem ficar na rua, porque eles faturam em média mais de R$ 500 por dia na temporada”, alega.
Eu fico!
Mesmo tendo recebido a carta de desfiliação do MDB, assinada pelo presidente estadual Carlos Chiodini, Marcelo afirmou que decidiu permanecer na sigla por solicitação do próprio deputado federal. “A pedido do nosso presidente estadual, o Carlos Chiodini, com quem temos um bom relacionamento, ainda permaneço no MDB de Balneário Camboriú. Eu sou quarto suplente de deputado federal do MDB. Se eu não fosse candidato, nós teríamos feito só dois deputados. Ao presidente, me coloquei à disposição, se necessitar, e a chapa não está completa; o meu nome está à disposição a deputado estadual”, declarou ao DIARINHO.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
