ATENDIMENTO HUMANIZADO

“Atendo da forma que gostaria que minha mãe fosse atendida”, diz socorrista do Samu

Marlon Licarasa revelou que a música foi ferramenta de conforto durante o atendimento

Momento de acolhimento foi registrado pela família e viralizou nas redes sociais (foto:CAMILA DIEL)
Momento de acolhimento foi registrado pela família e viralizou nas redes sociais (foto:CAMILA DIEL)

O socorrista Marlon Licarasa, de 30 anos, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Balneário Camboriú, compartilhou os bastidores do atendimento que emocionou a internet após ele tocar piano para acalmar um paciente em crise de dor. Em entrevista, Marlon contou que a ideia surgiu de forma espontânea ao notar um piano na sala da casa onde acontecia o atendimento.

O paciente estava deitado no chão, imobilizado por dores intensas causadas por espasmos musculares e inflamação no nervo isquiático. “Ele não conseguia se mexer, estava bem nervoso, porque a dor era muito intensa”, explicou o socorrista. Enquanto a equipe fazia os procedimentos e aguardava o efeito completo da medicação, Marlon observou e elogiou o piano branco no ambiente.

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Durante a conversa, o paciente contou que o instrumento não era tocado havia mais de 20 anos, mas seguia intacto, com todas as peças originais. Disse ainda que ouvir o som do piano sempre o acalmava e perguntou a Marlon se ele sabia tocar. “Comentei que sim, que aprendi sozinho e que gostava muito. Então ele pediu para eu tocar”, relatou.

Além de acalmar o paciente, Marlon contou que o momento também teve significado pessoal. “A terapia dele era ouvir piano. E eu entendo, porque também sou músico e sei que a música não é só uma terapia para quem ouve, mas também para quem toca. Foi um meio de confortar num momento de tanta tensão”, afirmou. A melodia ajudou o paciente a se tranquilizar até que a medicação fizesse efeito, permitindo que ele fosse retirado do chão e acomodado no sofá.

Sobre a repercussão do vídeo nas redes sociais, Marlon revelou surpresa e gratidão. “Essa repercussão foi bem legal. Agora os olhos estão voltados não só para mim, mas para todos os profissionais do Samu, que merecem reconhecimento. A gente tira a farda e vira uma pessoa que também pode precisar de atendimento um dia”, comentou.

O socorrista também contou que, antes de tocar, teve receio de que o gesto fosse mal interpretado. “Mas que bom que as pessoas entenderam que eu não fiz para aparecer. Fiz porque o paciente pediu e porque isso realmente acalmou ele”, ressaltou. A prova, segundo ele, é que o paciente não precisou ser conduzido ao hospital. Após o atendimento e já medicado, ele optou por continuar o tratamento em casa, conforme orientação médica. Além de Marlon, o técnico de enfermagem Ari Dornelles também fez parte da equipe que atendeu a ocorrência.

Além do episódio que viralizou, Marlon vive uma fase especial na vida pessoal: ele e a esposa, Débora, aguardam a chegada do primeiro filho, Pedro. “Estamos bem ansiosos. Toquei bastante durante a gravidez e minha esposa dizia que sentia o bebê se mexer quando ouvia o piano. Com certeza, vou continuar tocando para ele e ensinando”, contou.

O socorrista reforçou que seu trabalho seguirá pautado pela humanização e empatia. “Eu vou sempre ser um bom profissional para atender como se fosse a minha mãe, o meu pai. Entrei para essa área porque gosto muito de ajudar o próximo. Graças a Deus, estou conseguindo ser instrumento disso”, finalizou.



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