PEDIDO DE SOCORRO

Gatos vivem em terreno prestes a ser ocupado pela construção civil

Moradoras que cuidam de dezenas de animais pedem apoio e cobram políticas públicas para acolhimento e proteção dos peludinhos

As cuidadoras pedem ajuda para resgatar os gatos da área (Foto: Divulgação)
As cuidadoras pedem ajuda para resgatar os gatos da área (Foto: Divulgação)

Uma colônia de gatos em um terreno baldio no bairro Ariribá, em Balneário Camboriú, está no centro da preocupação de protetoras independentes da cidade. A área, na rua Azulão, nº 98, abriga cerca de 10 felinos há mais de oito anos. Eles são alimentados e acompanhados por uma moradora, que teme o avanço das obras de construção civil previstas para o local.

“Eles vivem no mato, têm casinhas improvisadas que eu levo e alimento todos os dias. Agora, com as árvores sendo cortadas, não sei o que vai acontecer. Eles se escondem, são ariscos, e vai ser difícil resgatá-los. Sozinha eu não consigo”, relata a cuidadora, que já abriga cerca de 70 gatos em casa e cuida de outras colônias pela cidade.

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A situação reacende o debate sobre a ausência de políticas públicas voltadas ao controle populacional e bem-estar dos animais de rua. Protetoras denunciam que enfrentam sozinhas os custos com alimentação, cuidados veterinários e resgate dos animais abandonados.

“Tem cuidadora aqui na cidade com mais de 80 gatos para sustentar. Eu mesma tenho 45, sendo 25 num sítio onde pago para cuidarem e outros 15 em casa. Toda a minha pensão vai em ração e medicamento”, desabafa outra protetora, que diz ter tentado contato com a gestão municipal inúmeras vezes, sem sucesso.

As cuidadoras pedem ajuda para resgatar os gatos da área antes que o desmatamento avance e para ampliar o debate sobre políticas de amparo a protetores e animais abandonados em toda a cidade.

Umas das denunciantes reforça que a situação dos animais abandonados vai muito além do terreno da rua Azulão. Segundo ela, há colônias espalhadas por diversos pontos da cidade, como Interpraias, Laranjeiras, morros da Barra e Praia dos Amores, que são locais de difícil acesso e sem estrutura adequada, onde os animais sobrevivem graças ao esforço de cuidadoras que, muitas vezes, não têm recursos para alimentar, medicar ou castrar os bichos. 

“Balneário Camboriú tem condições de fazer mais. É preciso criar uma clínica veterinária gratuita e um canil municipal com apoio do governo do Estado. Estamos cansadas de pedir e não sermos ouvidas”, desabafa.

O DIARINHO entrou em contato com a Guarda Municipal. A equipe informou que esteve no local, mas não encontrou os animais. A orientação é que, ao avistá-los, as cuidadoras acionem o número 153 para que o resgate seja feito com apoio da equipe. Após a captura, os gatos serão encaminhados à ONG Viva Bicho.



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