A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já movimenta não apenas o futebol, mas também o mercado regulado de apostas esportivas no Brasil. Segundo pesquisa realizada pela Creditas em parceria com a Opinion Box, cerca de 60% dos brasileiros pretendem realizar apostas em plataformas digitais durante o torneio mundial, que será sediado, pela primeira vez, por Estados Unidos, México e Canadá.
Jovens lideram intenção de apostas
Em entrevista concedida à revista Veja (8 de maio), posteriormente repercutida pelo portal BNL, do jornalista Magno José, Guilherme Figueiredo, Country Manager da Betano, sob o título “Não Somos Vilões”, comentou o crescimento da participação de jovens nas apostas esportivas. Segundo os dados mencionados, aproximadamente 20% dos apostadores possuem menos de 24 anos de idade.
Ao abordar o tema, Guilherme respondeu: “Os jovens dessa idade já nasceram em um mundo digital em que o celular foi a sua babá. Se desde cedo eles aprendem isso com os pais, aos 18 anos ...
Jovens lideram intenção de apostas
Em entrevista concedida à revista Veja (8 de maio), posteriormente repercutida pelo portal BNL, do jornalista Magno José, Guilherme Figueiredo, Country Manager da Betano, sob o título “Não Somos Vilões”, comentou o crescimento da participação de jovens nas apostas esportivas. Segundo os dados mencionados, aproximadamente 20% dos apostadores possuem menos de 24 anos de idade.
Ao abordar o tema, Guilherme respondeu: “Os jovens dessa idade já nasceram em um mundo digital em que o celular foi a sua babá. Se desde cedo eles aprendem isso com os pais, aos 18 anos acham natural continuar on line, por isso vejo mais como um vício em estar conectado do que em fazer apostas”.
O fenômeno deve ser analisado sob a ótica mais ampla da hiperconectividade digital. Trata-se de uma geração que cresceu em ambiente integralmente conectado, no qual o smartphone ocupa papel central no cotidiano desde a infância. Nesse contexto, o comportamento compulsivo frequentemente está mais associado à dependência tecnológica e à necessidade constante de conexão do que propriamente à prática das apostas on line.
O maior risco, para jovens e adultos, permanece nas plataformas ilegais, que atuam sem controle estatal, sem mecanismos de proteção ao consumidor e sem qualquer responsabilização efetiva.
O consumidor brasileiro precisa ser bem-informado sobre o que está consumindo.
Na visão defendida por Guilherme Figueiredo, da Betano, “sufocar o mercado regulado abriria ainda mais espaço para organizações criminosas e golpistas atuarem sem fiscalização”. O executivo também afirmou que “o Brasil tem uma das melhores regulações de bets do mundo”.
Enquanto o debate político tenta transformar as BETs nas novas vilãs nacionais, o mercado ilegal de aproximadamente 50% do market share segue operando livremente, sem regra, sem imposto e sem qualquer proteção ao consumidor. No fim do jogo, o risco maior não está em quem atua sob fiscalização do Estado, mas justamente em quem continua fora dela.