Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 12/05/2026 09:36
Desde cedo aprendemos a olhar para fora. Para o futuro, para as expectativas, para aquilo que esperam de nós. E, muitas vezes, nessa caminhada, acabamos nos desconectando de nossa própria essência.
Mas o tempo, implacável em suas lições, um dia nos desperta. E é nesse encontro silencioso com nós mesmos que a transformação começa a acontecer.
Durante muito tempo, buscamos ser fortes o tempo inteiro. Buscamos acertar sempre, corresponder às expectativas, esconder fragilidades e sustentar uma imagem de perfeição que simplesmente não existe.
Mas a vida nos ensina algo importante: ser humano é, justamente, ser imperfeito.
Hoje compreendo que existe beleza em ser real. Em reconhecer limites, acolher dores, admitir quedas e, ainda assim, continuar.
Sou imperfeita na perfeição divina. E talvez seja exatamente isso que me torne inteira.
Minha melhor versão não nasce quando tento ser alguém diferente, mas quando consigo me abraçar como sou. Quando me permito silenciar para me escutar. Quando reconheço minhas feridas e também minha capacidade de cura.
Há força em quem cai e recomeça. Há maturidade em quem aprende a ser lar de si mesmo.
O amor-próprio não é vaidade. É reencontro. É o momento em que deixamos de procurar fora aquilo que sempre esteve dentro de nós.
E talvez a maior descoberta da vida seja essa:
“O grande amor da minha vida sou eu.”
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Publicado 11/05/2026 20:12