JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Naifer instiga população contra os colegas
Jogando pra plateia. Não pegou bem entre os excelentíssimos edis da Dubai city o pronunciamento do vereador Naifer Neri de Oliveira (Novo) durante a audiência pública que debateu o projeto de lei do microzoneamento, no início da semana
Forte reação
A reunião do governador little Jorginho Mello (PL) com prefeitos, vice-prefeitos e lideranças do MDB gerou forte reação do presidente estadual do mandabrasa, o deputado federal Carlos ...
Já tem cadastro? Clique aqui
Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais
Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!
Forte reação
A reunião do governador little Jorginho Mello (PL) com prefeitos, vice-prefeitos e lideranças do MDB gerou forte reação do presidente estadual do mandabrasa, o deputado federal Carlos Chiodini (MDB), o Xoxodini. Em uma nota contundente, ele questionou se o partido aceitará a irrelevância ou quer voltar a ser grande, como já foi um dia!
Abuso de poder político
Óia, posso estar dando um tremendo tiro no escuro, mas isso que o governador tem feito com os partidos soa a abuso de poder político ou outro tipo de infração eleitoral que pode gerar inelegibilidade ou até cassação de mandatos. No Republicanos, Jorginho manda e desmanda, tudo às custas da máquina governista. Se alguém duvida disso, que atire a primeira pedra.
Filial do PL
Para o Republicanos (o PL2), na base de cargos, emendas e favores, Jorginho encaixou seu eterno parceiro, o deputado federal recauchutado Jorge Goetten (Republicanos) e uma tropa que não cabe muito bem no PL por questões ideológicas, como a prefeita de Lages, Carmen Zanotto ou por questões locais, como o ex-prefeito da galega Blumenau, Mário Hildebrandt. Alguém acredita que foi tudo na base do amor?
Topázio no Podemos
Outra subsede do PL é o Podemos (PL3?). Filial ainda em crescimento, mas que ganhou força quando o governador azeitou a filiação do prefeito da capital, Topázio Neto e uma meia dúzia de candidatos a deputados federais e estaduais, inclusive o Sancho Pança Osmar Teixeira, que não poderia estar no Republicanos ou no PL também por questões locais, pois disputou a eleição de 2024 contra os liberais.
Dentro do jogo
Até aí, tudo bem, nada diferente do que muitos faziam no passado. Fortalecer o próprio time e os partidos parceiros com a força da máquina governista anda numa linha tênue entre abuso de poder ou jogada política dentro da lei, mas sempre foi relevado perante os tribunais eleitorais. É o tipo do pecado que todo mundo comete sem precisar pedir perdão no começo da missa.
Será que passa?
Mas e agora? Avacalhar com outros partidos enquanto poderia ter conquistado as lideranças dentro dos prazos e janelas de filiações para o amplo leque de siglas em sua órbita, será que passaria pelo crivo da dona Justa eleitoral? Primeiro foi com o Progressistas, que à revelia da direção partidária reuniu prefeitos e deputados para ouvir Jorginho dizer que não tem vaga nenhuma para eles na majoritária.
Cadê as pedras?
Novamente, espero que atirem as pedras quem acredita, de pés juntinhos, que prefeitos, deputados e outras lideranças do Progressistas que se reuniram com o governador e aderiram à sua campanha de mãos abanando, foi pelos zóios amendoados do governador.
Cadê as pedras? 2
Que não foi prometido um caralhão de benesses: convênios, obras, cargos ou espaço nenhum (me abana!). Uma coisa é atrair essas lideranças para a sua órbita, outra é deixá-las em partidos ainda não alinhados ao seu projeto pessoal e, com a força da máquina, mobilizar uma rebelião nas siglas.
Modus operandi
E com o MDB o mesmo modus operandi se repetiu. Sem procurar a direção partidária, peças do partido preferiram se reunir diretamente com o governador e gerar um mal-estar do que trabalhar dentro da sigla por um reposicionamento. Sigo esperando as pedras serem atiradas por quem acredita que o amor por Santa Catarina foi o grande motivador dessa nova rebelião, ops, desse novo encontro.
Demagogia queima o filme do parlamento
Não pegou bem entre os excelentíssimos edis da Dubai city o pronunciamento do vereador Naifer Neri de Oliveira (Novo) durante a audiência pública que debateu o projeto de lei do microzoneamento, na última segunda. Isso que a maioria dos parlamentares nem foi à reunião, e só ouviu o lamentável discurso na terça. Eitcha!
Jogando pra torcida
Ao dizer que o processo de revisão das emendas virou um verdadeiro balcão de negócios, Naifer mostra que de novo não tem nada; generaliza o ataque aos próprios colegas e tenta, no calor da emoção, receber aplauso fácil de quem estava na audiência pública também defendendo seus próprios interesses – ou das empresas a que prestam serviço.
Clima indigesto
A maioria dos vereadores, em conversa de corredor, relatou na sessão de terça-feira o mal-estar generalizado causado pela fala do novato e afobado colega, que ainda teve a façanha de se gabar por não ter protocolado nenhuma emenda ao Plano Diretor, por um suposto “acordo” com o colégio de delegados revisores do plano. Hummmmm...
Pulo do gato
De sua autoria mesmo, não houve protocolo de nenhuma emenda. Mas até o Pai Atanásio sabe que houve, sim, a tentativa de emplacar emendas via mandato dos colegas. Ou seja: na tribuna uma postura para manter discurso de bom moço.
Do sogrão
No bastidor, Naifer, supostamente, agiu de forma diferente e tentou emplacar emendas, mas sem querer assumir a verdadeira paternidade. Uma delas, inclusive, beneficiaria um terreno do próprio sogrão do nobre vereador.
Assim não dá
Somente o tempo ou um choque de realidade podem ajudar a tornar mais experiente e prudente aquele que está acostumado a querer mídia a qualquer preço, mesmo que custe a reputação de todos os seus colegas e do poder que integra.
Coerência e transparência
Atitudes como essa não podem ser vistas como algo normal e, em algum momento, os falsos moralistas precisam ser desmascarados. Na política, coerência e transparência precisam ser verdadeiramente autênticos. Senão, reinarão a hipocrisia e a injustiça. Atentai bem!
O país de enforcados
Saiu agora uma pesquisa que diz que 80% dos brasileiros estão fodidos, digo, endividados e mais de 80 milhões de brasileiros estão inadimplentes. E as duas principais causas para isso são as dívidas em cartão de crédito e a jogatina em BETs. Aliás, uma das causas está errada: não são os cartões de crédito que endividam o brasileiro, o que o endivida são os juros altos.
O grande silêncio
E não se vê uma matéria na grande mídia falando sobre isso. E não se vê porque a grande mídia toda está no mercado financeiro, por isso os assuntos que vêm nas pautas frequentes são as jogadas de bancos, fintechs e outras sacanagens que para o povão não significam grande coisa. O que interessa é o juro alto, mas nisso ninguém fala.
“Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro” - José Saramago
Cassino dentro de casa
Assim como a grande mídia não fala também nas BETs, os cassinos estão dentro do celular, dentro das casas. Ano passado, arrecadaram R$ 37 bilhões. Dinheiro que vai em sua grande maioria para outros países e não emprega ninguém por aqui, além de formar uma legião de viciados idiotas – que perdem tudo o que têm e se afundam em dívidas pra continuar jogando.
BETs
E sabe por que ninguém fala sobre o mal que as BETs estão causando às pessoas e à nossa economia? Porque a grande mídia arrecada uma puta grana anunciando esses aplicativos de ferrar com os incautos, de comer dinheiro de quem já tem pouco. Políticos também não estão nem aí, tanto que a CPMI das BETs deu em nada. Então, nada disso repercute e o brasileiro desavisado sifú...
O país da sacanagem
Fora isso, é ligação pro nosso celular o dia inteiro, de golpistas e empresas tentando te vender alguma coisa, é roubo nas aposentadorias, é preço alto na conta de luz, comida cara, tudo caro e ruim... Indústria da multa se você sai de carro pelas ruas, aumento em impostos e taxas, tudo uma puta de uma sacanagem com o povo que paga a conta sem ter quem o defenda. E durma com um barulho desses!
Guerra total
Não chamem o vereador da city da praia alagada, digo, alargada, o Marcelo Achutti (MDB) e o empresário e dublê de candidato, Renato Pula-Pula, ops Cruz (MDB?) para se sentarem à mesma mesa e dividirem umas fatias de pão com chimia.
BO
Achutti e Cruz se pegaram em um grupo de zap e a discussão entre ambos teve xingamentos e ameaça que se tornou medida protetiva de boletim de ocorrência do Quero-Quero, ops, Marcelo contra o Pula-Pula, ops Renato. A discussão se deu em virtude de o MDB estar dividido entre Jorginho Mello (PL) e João Rodrigues (PSD).
Mamador e vagabundo
A discussão teve início com uma postagem do suplente de vereador Arlindo Cruz (PL), em tom de ironia pelo racha interno do mandabrasa, onde Marcelo comentou com Arlindo, mas o filho, Renato, acabou tomando as dores do pai chamando Quero-Quero, ops, Marcelo de "mamador” e “vagabundo”. Credo, hein, Cruz?!
Família empregada
Acontece que a parentada do Pula-Pula, o seu pai, o suplente de vereador com nome de pagodeiro, o Arlindo, tá alojada em cargos ligados ao governo dos altos da Dinamarca. O Arlindo tá na Junta de Recursos Administrativos da Santa & Bela, Jari/SC, enquanto o filho Felipe está empregado no gabinete do vereador lampadinha, Anderson dos Santos (PL). Daí...
STF
A Ordem dos Advogados da Santa & Bela Catarina concluiu um extenso e minucioso estudo técnico-jurídico que traz diretrizes para uma proposta de reforma no Supremo Tribunal Federal (STF). O trabalho foi realizado por determinação do presidente da Seccional, Juliano Mandelli, para fazer frente à crise de conduta e à erosão da confiança pública vivenciadas pelo Tribunal.
Fundamentais
“Estudamos medidas que consideramos fundamentais para conter o ativismo judicial, a fragmentação das decisões e a possibilidade de influência, e que estabeleçam parâmetros rigorosos de transparência, ética e governança digital”, destaca o dirigente.
Diagnóstico
A OAB/SC deflagrou o trabalho em janeiro, quando iniciou um diagnóstico ouvindo a advocacia em todo o estado, com estudos em paralelo conduzidos pela Comissão de Direito Constitucional, presidida por Samuel da Silva Mattos, com relatoria de Ruy Samuel Espíndola.
Propostas
Dentre as propostas apresentadas, são destaque o fim da vitaliciedade dos mandatos dos ministros, a ampliação do quórum de escolha no Senado para 3/5 (três quintos) dos parlamentares em vez da atual maioria absoluta, a limitação das decisões monocráticas (individuais) e a elaboração de um Código de Ética e Conduta com regras objetivas para conflitos de interesse e deveres de reserva, para afastar a possibilidade de influência nas decisões judiciais.
Reforma
O estudo será encaminhado à OAB Nacional para fornecer subsídios à Comissão de Mobilização para a Reforma do Poder Judiciário. “É missão da OAB também atuar para promover o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do poder judiciário brasileiro”, pontua o presidente da OAB Catarina.
Fortalecer a democracia
E, no momento atual, é urgente instituir parâmetros técnicos e éticos mais rigorosos para o STF, como forma de salvaguardar e fortalecer a democracia, sobretudo pelo caminho da pluralidade, tendo os preceitos constitucionais como guia”, considera Mandelli.
Riscos à democracia
O estudo aponta que as cortes constitucionais estão no epicentro de fenômenos globais de instabilidade democrática no mundo todo, segundo relatórios internacionais, e que o retrocesso do Estado de Direito se dá a partir de lideranças que rejeitam a pluralidade.
Acúmulo de poder
No caso do Supremo Tribunal Federal, segundo o parecer dos causídicos da OAB catarinense, o risco vem residindo no acúmulo de poder e na vasta competência monocrática, que geram tensões exacerbadas.
Instrumentos de intimidação
“Esse quadro é agravado por iniciativas de atores eleitos pelo voto popular que buscam constranger a Corte por meio de pressões retóricas, ameaças orçamentárias ou a utilização de pedidos de impeachment como instrumento de intimidação. Portanto, o aperfeiçoamento institucional do STF é imperativo para a sua preservação, rechaçando ataques que visem domesticar a Corte e acolhendo reformas que fortaleçam sua legitimidade republicana e transparência”, destaca o estudo.
