Direito na mão
Por Renata Brandão Canella - renata@brandaocanella.adv.br
Renata Brandão Canella é advogada previdenciarista , graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestre e Especialista pela UEL, Especialista em Direito do Trabalho pela AMATRA, palestrante, expert em planejamento e cálculos previdenciário e Presidente da Associação Brasileira dos Advogados Previdenciários (ABAP)
Os erros silenciosos do CNIS e o impacto que ninguém imagina na aposentadoria
O CNIS deveria ser o documento mais confiável do INSS. Ele reúne toda a vida trabalhista e contributiva do segurado. Porém, na prática, é o documento que mais contém falhas. E essas falhas são silenciosas. O segurado não percebe. O INSS não avisa. E quando a aposentadoria é concedida, o prejuízo já está instalado.
Datas de entrada e saída mal registradas, ausência de salários, vínculos sem remuneração, contribuições pagas e não consideradas, períodos especiais não mencionados e vínculos rurais ignorados são alguns dos erros mais comuns. Muitos trabalhadores acreditam que o INSS vai corrigir isso automaticamente, mas isso não acontece. O sistema concede aposentadoria apenas com o que está ali.
Um erro no CNIS pode significar menos tempo somado, menos média salarial e menos valor de aposentadoria pelo resto da vida. Em alguns casos, pode significar até a perda de uma aposentadoria especial ou antecipada. Por isso a revisão do CNIS antes do pedido é o passo mais importante do planejamento previdenciário. É mais importante que o cálculo, mais importante que a estratégia e mais importante que a simulação. Sem CNIS correto, nenhum cálculo é verdadeiro.
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