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Política, eleição e curiosos


Política, eleição e curiosos

A Cidadania Política, ainda que em seus aspectos formais, é o caminho que permite a um indivíduo se alistar num partido político e no cadastro eleitoral. Por esses mecanismos, entre outros, o Cidadão Político pode participar de assuntos de sua comunidade, cidade, estado ou país. Por um conjunto de regras [estruturas legais] um cidadão pode integrar a população de eleitores ou exercer um cargo político. Os votos, agrupados, são transformados em mandatos. Mandato não é a vontade do cidadão político, mas o resultado da junção de milhares de vontades individuais que, por somatórias e coeficientes, geram os ambientes políticos. Voto é uma responsabilidade coletiva, a despeito do impulso individual e secreto.

O Código Eleitoral Brasileiro permite que qualquer indivíduo de nacionalidade brasileira e sem restrições aos seus direitos políticos, com domicílio eleitoral na circunscrição da abrangência eleitoral e filiado a um partido político, com limites de idade para alguns cargos e assumindo todas as condições de elegibilidade [ser alfabetizado, por exemplo] possa concorrer a um cargo eletivo.

Cumpridas todas as prerrogativas estruturais, uma parte do processo está encerrada. Esses ajustes se referem às condições do indivíduo e seu estado político-eleitoral. O outro lado da moeda é maior, cheio de nós, requer um conjunto de habilidades e preceitos psicossociais, capacidades de compreensão e interação no ambiente político-partidário, e postura para assumir desafios como motivo à vida. Sabemos, e muito, daqueles que têm ambições pessoais e que, para atingir seu alvo umbilical, percorrem caminhos tortuosos para seu caráter. Ou aqueles que, no mundo da pureza e da dignidade superior, dão-se filhotes: “eu comigo me basto, basto ao mundo, basto ao povo”.

Desde o período das campanhas em 45 dias [Lei n. 13.165/2015], os processos de pré-campanha eleitoral exigiram novos esforços. Com período de campanha eleitoral reduzido, os formatos das “Primárias” se estenderam, os cuidados se intensificaram. Pré-campanha não provoca ataques diretos a outros, estimula autopromoção e proteção de pré-candidatos; exige monitoramento dos comportamentos e as revisões de dificuldades e deficiências. Nada tão rápido que possa parecer agonia impiedosa e fraqueza, e nem tão devagar que possa sugerir provocação cruel e soberba.

A Pré-Campanha Eleitoral ficou muito mais profissionalizada porque seu prolongamento aumentou no tempo. Para chegar ao processo efusivo com mais aceitação política, força partidária e atração eleitoral, tudo começa em antecedência de 24 meses. A hora é agora e qualquer adiamento é atraso. Isso exige dos partidos políticos e dos cidadãos políticos muito mais organização interna, capacidade de decisão e liderança e escolhas de caminhos com mais rigor estratégico. O erro de decisões é de difícil remendo!

Especialmente nos conjuntos de disputas locais o tempo é o maior valor estratégico. Para aqueles que afirmam que “está cedo!” ou que “vamos esperar”, revelam-se suas fragilidades operacionais e políticas. Até mesmo para decidir o que não fazer e por que não fazer, são imperiosas as reflexões conceituais e estratégias finas. A intuição é suporte, mas jamais base para decisões; servem aos incautos.

As eleições não são como disputas esportivas nas quais os torcedores estão previamente vinculados. Eleições são conquistas de vontades, integração de interesses e campo de atração de forças e lutas. Política e Eleições não são para diletantes ou curiosos ou amadores.


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