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Coluna Exitus na Política

Coluna Exitus na Política

Por Sérgio Saturnino Januário - pesquisa@exituscp.com.br

Autoconfiança, prepotência


Autoconfiança, prepotência

Para a vida pessoal e para a vida social é preciso ter Autoconfiança. É uma possibilidade de, em nossa existência, fortalecer nossas perspectivas em face de coisas que aparecem diante de nós e relações sociais e políticas nas quais estamos inseridos. Com Autoconfiança nos portamos com mais segurança para tomar decisões e liberdade para agir. Para as decisões, a Autoconfiança provoca a sensação de domínio e necessidade, força e responsabilidade. Para a liberdade, a Autoconfiança nos livra do medo de decidir rumos na vida e sentidos às coisas e interações.

A Autoconfiança nos concede a riqueza de sermos capazes de fazer as coisas que acreditamos que devem ser feitas. Sentir-se competente para agir e um tanto autossuficiente para assumir as responsabilidades e efeitos das consequências. Acreditar em si mesmo, nas suas habilidades e capacidades é resultado de um fundamento emocional que, como uma mola, nos impulsiona para o passo seguinte. Autoconfiança nos permite ter coragem!

Ninguém é capaz de lhe dar, como um presente, coragem; surge de você, originada da Autoconfiança. Talvez alguém lhe diga que é muito difícil, delicado e nunca feito, mas você vai em frente! A Autoconfiança lhe diz que é possível fazer, e a coragem lhe faz acreditar que é uma conquista se feito!

Autoconfiança não é um dom, mas o resultado de formação social e trajetória relacional. É mais fácil conquistá-la quando criança pela formação e treinamento social. Moldamos nossa forma de ver e sentir o mundo [estrutura cognitiva] ainda quando pequenininhos. Quando adultos é preciso recorrer a suportes de especialistas para adquirir Autoconfiança por meios mais seguros e caminhos mais confortáveis. Com Autoconfiança, a autoestima [relação que geramos com as nossas próprias formas de ser] se ergue.

O problema é quando a Autoconfiança ultrapassa o “limite” da autocrítica e se converte em síndrome de superioridade, soberba e prepotência. A soberba, como pretensão de superioridade sobre outros, é um indicador de fragilidades pessoais, medos, e necessidade de destrato dos outros para se manter acima. Não são suas qualidades que lhes dão supremacia, mas a necessária inferioridade dos outros. Racismo, machismo, xenofobia etc. são pontas afiadas de lanças da soberba. O medo da igualdade social faz dos indivíduos, a despeito de diferenças biológicas, macabros dominadores. Diferença não é Desigualdade!

Encarnada a soberba, a prepotência é decorrência inequívoca. A prepotência faz com que as pessoas usem de suas condições de poder para subordinar e desrespeitar as pessoas que estão sob a influência de sua autoridade. A prepotência é a manifestação da cegueira sobre Democracia, Coisa-Pública [Res-Pública] e Cidadania. Regida pela soberba, a prepotência é demonstrada por retratos de orgulho e autovalorização.

Uma campanha política ou uma campanha eleitoral ou uma campanha para entidade privada são criadas com base na Autoconfiança, geradas na capacidade de podermos fazer as coisas com planejamento e organização. Tudo “regulado” podemos ir em frente, monitorar os movimentos e rever os objetivos. Uma gestão governamental tem dificuldade de se manter com Autoconfiança e, com medo de os riscos e perigos se efetivarem, a soberba e a prepotência acabam por se fazer orientação ao comportamento.

Para qualquer cargo eletivo ou que dependa de resultados eleitorais [sejam em ambientes públicos ou privados], o importante de se estar dirigente é imaginar como terminará o período: se o gestor sairá pela porta da frente e com a Autoconfiança de ter feito o que era necessário e correto, ou se será o último a sair, na penumbra da noite, desacompanhado e solitário. Não é como se entra, mas como se sai. Você é seus gestos e atitudes, visto pelos outros, e não o que diz ser!


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