Publicado 28/01/2026 08:36
Este pançudinho escriba já alertou várias vezes a prefeitona dos bairros, Ju Pavan (PSD), de que seu governo precisa ser menos reativo, mais alinhado e ao mesmo tempo, que seu time deve replicar mais sua empolgação à frente da máquina pública. Fora outras mudanças que precisam ser feitas para melhorar resultados e atender à expectativa da city que elegeu a primeira mulher para comandar seus destinos.
A caravana passa…
Porém, apesar desses apontamentos, não posso deixar de reconhecer aquela que talvez seja a maior virtude política da minha ex-musa da confusão: a coragem. Sim, se tem algo que marca a trajetória de Juju Pavan é a coragem para tomar decisões, muitas embarrigadas por anos, outras praticamente impossíveis e outras bem impopulares.
Estratégia clara
Creio que não restam dúvidas: a filhota do clone do Sérgio Reis preferiu tocar nas feridas mais doídas no primeiro ano da gestão. Aprovou em 2025 a nova planta genérica de valores; reforma da previdência; reforma administrativa; reforma tributária; reforma do Funservir; lei da liberdade econômica; a primeira etapa do novo Plano Diretor (ufa!), dentre outras medidas amargas, mas necessárias.
JK de saias
Juliana resolveu em um ano o que seus antecessores não tiveram a coragem de fazer nos últimos três governos, que juntos somam 22 anos. O galego Rubens Spernau (PL), Edson Piriquito (Republicanos) e Fabrício Oliveira (PL) deixaram suas marcas à frente da prefa praiana, mas não foram ousados a ponto de romper com os modelos que estavam postos. Mantiveram a estrutura da máquina pública e inclusive aprofundaram problemas que impactavam no orçamento.
Plano Diretor
Purexemplo, a última revisão do Plano Diretor foi feita em 2006. De lá para cá, 20 anos sem que conseguissem finalizar a revisão de um novo Plano. Naquela época, Spernau poderia ter feito também a revisão da planta de valores do IPTU, mas com medo da impopularidade deixou a bucha para o sucessor.
Faltou coragem
O psitacídeo Piriquito e o galã das bochechas rosadas, Fabrício, por sua vez, não lograram êxito na revisão do Plano Diretor. Muito menos na atualização da planta genérica de valores. Assim, distorções gigantes e a injustiça tributária foram se agravando ainda mais.
Tem que ter coragem
Juju Pavan, caso aprove em 2026 a lei do novo microzoneamento, certamente entrará para a história. Terá sido a primeira prefeita a aprovar de forma conjunta, ainda em primeiro mandato, tanto a revisão da planta de valores quanto a atualização do Plano Diretor – ações fundamentais para a reorganização territorial da Maravilha do Atlântico, e cujos impactos positivos vão ser sentidos principalmente após o seu governo, pois são medidas de longo prazo.
Relação com o legislativo
Nada disso que este articulado colunista pontuou aqui foi viabilizado sem o apoio decisivo da câmara de vereadores, então cabe também reconhecimento ao presidente Marco Véio Kurtz (Podemos) e a todos os integrantes do “Palácio de vidro” da avenida das Flores.
Base
Aliás: Juju foi eleita com o apoio de somente sete dos 19 vereadores, e, mesmo assim, construiu base sólida na casa do povo da city da praia alagada, digo, alargada. Prova de que entendeu que para ser uma gestora hábil precisa de suporte político. Em resumo: a espevitada não está para brincadeira!
Foto (Divulgação)
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