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Ewaldo Willerding é jornalista formando pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atua há 36 anos na imprensa de Florianópolis

Cenário político praticamente definido em SC


Cenário político praticamente definido em SC
Arquivo/TSE

O tabuleiro eleitoral catarinense entrou, enfim, em fase de consolidação. Com a definição da chapa Jorginho Mello (PL) e Adriano Silva (Novo), o campo da direita se organiza de forma clara e parte em vantagem para 2026. O PSD segue com João Rodrigues e a partir da defenestração do MDB do projeto da reeleição, pode ter uma composição com o vice ficando com o Manda Brasa. Mas não se descarta também que o MDB se alinhe à esquerda, num projeto construído a partir de Brasília, com Gelson Merísio (PSB), via Geraldo Alckmin, saindo ao governo. Também à esquerda, o PSOL mantém Afrânio Boppré, mas num cenário mais pragmático, sem composições, e mirando construir palanque para ampliar as vagas na disputa proporcional. Por fim, o Missão, partido recém-criado vindo das bases do MBL, que aposta em Marcelo Brigadeiro, buscando espaço fora do eixo tradicional. O que antes era especulação virou desenho quase definitivo. Restam ajustes finos, alianças e o peso das chapas proporcionais. O cenário está posto — e a disputa, aberta.

Acirrada

Marcelo Noronha, dono da Neokemp Pesquisas, entende que o governador Jorginho Mello sai em vantagem a partir da composição com o Novo, mas alerta: “Se tiver 2º turno, creio que haverá equilíbrio de forças entre direita e demais alas partidárias. O jogo fica mais disputado, acirrado e ambas possuem chances. As pesquisas de uso interno serão determinantes”.

Futuro

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Acirrada

Marcelo Noronha, dono da Neokemp Pesquisas, entende que o governador Jorginho Mello sai em vantagem a partir da composição com o Novo, mas alerta: “Se tiver 2º turno, creio que haverá equilíbrio de forças entre direita e demais alas partidárias. O jogo fica mais disputado, acirrado e ambas possuem chances. As pesquisas de uso interno serão determinantes”.

Futuro

Experiente em eleições, Noronha só vê um caminho ao MDB: “Me parece que não resta outra opção ao MDB, precisa lançar sua candidatura na majoritária para fazer estaduais e federais e terá que olhar mais para 2028 do que pensar em chances de vencer em 2026. Ou sai com candidatura própria, ou em 2028 poderá ter menos que 30 prefeituras em SC”.

Nota

Ao anunciar a saída do governo, o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini – que deixou a Secretaria de Agricultura para voltar a ser deputado federal –, apresentou a nota oficial onde destaca: “O diretório orienta seus filiados a se desvincularem de funções no governo do estado (...) mas reafirma que seguirá apoiando os projetos de interesse do estado”. Saiu, mas nem tanto.

Cotas - A desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta deferiu pedido de liminar imposto pelo PSOL e suspendeu, temporariamente, a lei estadual 19.722, sancionada no dia 22, que vedava a adoção de política de cotas raciais em instituições de ensino superior de SC, que recebam recurso do estado. À decisão cabe recurso a um órgão colegiado do TJSC. (Arquivo/TJSC)
Cotas - A desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta deferiu pedido de liminar imposto pelo PSOL e suspendeu, temporariamente, a lei estadual 19.722, sancionada no dia 22, que vedava a adoção de política de cotas raciais em instituições de ensino superior de SC, que recebam recurso do estado. À decisão cabe recurso a um órgão colegiado do TJSC. (Arquivo/TJSC)

 


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