O jornalista Rodrigo Oliveira dos Santos, de 37 anos, preso no dia 20 de janeiro em Canavieiras (BA), ainda não tem data definida para ser transferido para o sistema prisional de Santa Catarina. A informação foi confirmada nesta terça-feira pela tia de Rodrigo, Irene Lima, que se apresenta como porta-voz da família e da defesa, que é feita pelo advogado William Gonçalves.
Rodrigo é acusado de matar a facadas o ex-companheiro, o empresário Robson Maldonado Malinoski, de 37 anos, no dia 29 de dezembro de 2025, no apartamento da vítima, em Camboriú. Os dois tiveram um ...
Rodrigo é acusado de matar a facadas o ex-companheiro, o empresário Robson Maldonado Malinoski, de 37 anos, no dia 29 de dezembro de 2025, no apartamento da vítima, em Camboriú. Os dois tiveram um relacionamento amoroso por cerca de cinco anos.
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A avó e a mãe do Rodrigo, Ana Lucia Lima dos Santos, que também é advogada, estão na Bahia acompanhando o andamento do processo, mas ainda não se sabe o dia da transferência. Em nota, a defesa afirmou que Rodrigo não foi julgado e não há condenação contra ele.
Os advogados também alegam que o jornalista tem sido alvo de ataques nas redes sociais, com divulgação de acusações e julgamentos antecipados. Segundo a defesa, houve violação ao direito de imagem após o envio de fotografia à delegacia para uso no inquérito policial, que passou a circular na internet. “A defesa reforça que não fará debates paralelos fora dos autos, por respeito à Justiça e à seriedade do caso. Confia-se que todos os elementos serão analisados de maneira técnica e imparcial”, diz trecho da manifestação.
Os advogados sustentam que Rodrigo agiu em legítima defesa no dia do crime, versão que, segundo eles, será demonstrada no processo. Por enquanto, destacaram que a Constituição Federal garante a presunção de inocência, o contraditório e a ampla defesa.
A defesa de Rodrigo ainda contesta a informação divulgada publicamente pela família de Robson, que alega ter medo de sair de casa e encontrar Rodrigo nas ruas – justificando a permanência dele na prisão no decorrer do processo. A defesa contesta a versão e afirma que, durante os cinco anos de convivência entre Robson e Rodrigo, não houve registro de ameaças ou episódios de violência.
Prisão preventiva
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina decretou a prisão preventiva de Rodrigo pelo assassinato a facadas do ex-marido. Ele foi localizado no dia 20 de janeiro, a quase três mil quilômetros de Camboriú. A prisão foi no bairro São Sebastião, em Canavieiras.
Imagens de câmeras de segurança mostraram Rodrigo entrando no prédio da rua Santa Terezinha, no bairro São Francisco, em Camboriú, no dia em que o corpo de Robson foi encontrado sem vida dentro do apê. Ele saiu do apartamento quatro minutos depois de entrar, com uma faca suja de sangue. O influenciador foi encontrado morto com três ferimentos no tórax.
Conforme as investigações, após o crime Rodrigo foi até a casa da mãe, no bairro Cordeiros, em Itajaí, e depois teria usado um carro de aplicativo para fugir. Rodrigo ficou cerca de 20 dias foragido até ser preso na Bahia.