A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Penha para investigar o contrato de concessão entre o município e a empresa Águas de Penha decidiu que só iniciará os depoimentos após analisar integralmente a denúncia protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), que aponta possível pagamento de propina a um ex-prefeito.
A primeira reunião oficial foi na terça-feira, 3 de março, quando foram definidas as medidas iniciais. A comissão aprovou a requisição da cópia integral do contrato de concessão e dos documentos ...
A primeira reunião oficial foi na terça-feira, 3 de março, quando foram definidas as medidas iniciais. A comissão aprovou a requisição da cópia integral do contrato de concessão e dos documentos da repactuação firmada entre a prefeitura e a empresa.
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Também foram autorizados ofícios para obtenção de documentos considerados essenciais e uma viagem do presidente da CPI, vereador Maurício Brockveld (MDB), a Brasília, no dia 9. Ele quer agendar reunião com o relator da denúncia que envolve a AEGEA, responsável pela Águas de Penha no município.
“Somente após acessar o inteiro teor desses processos daremos início às oitivas”, afirmou.
Brockveld adiantou ao DIARINHO que a comissão já entende ser necessária a quebra de sigilo dos ex-prefeitos Evandro Eredes dos Navegantes (PSD) e Aquiles da Costa (MDB), além da então esposa de Evandro à época da concessão, em 2015.
Segundo ele, a CPI atuará com “total equilíbrio”, apesar da presença de vereadores aliados dos ex-prefeitos na comissão. Integram o grupo Toninho Alfredo Cordeiro (MDB), relator, Diego Matiello (MDB) e Adriano Tibeco (PSDB).
A investigação busca apurar informações de executivos da Aegea que teriam relatado o pagamento de R$ 4 milhões em propina a um ex-prefeito para obtenção de vantagens no contrato.
“O delator disse que o valor seria para ‘manter o contrato’. Como houve repactuações nos dois mandatos, é preciso investigar ambos os períodos com independência e ética”, afirmou Brockveld. Ele garantiu que tudo será encaminhado ao Ministério Público.
O relator Toninho disse que a CPI foi motivada por reportagem do UOL que revelou a denúncia. “Vamos convocar quem tiver que convocar”, declarou.
Procurados pelo DIARINHO, os dois ex-prefeitos negaram qualquer irregularidade.
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