A vereadora Inalda do Carmo (PSD) está organizando uma audiência pública para discutir a violência contra a mulher em Camboriú. O encontro deve acontecer ainda neste mês de março. A informação foi confirmada ao DIARINHO durante participação da parlamentar no programa Desembucha JC, na semana passada.
Segundo Inalda, falta conscientização e ações mais efetivas para reduzir os casos de feminicídio e tentativas em Santa Catarina. Ela destacou que este é um dos poucos crimes que não apresentaram ...
Segundo Inalda, falta conscientização e ações mais efetivas para reduzir os casos de feminicídio e tentativas em Santa Catarina. Ela destacou que este é um dos poucos crimes que não apresentaram redução no estado. Em 2025, foram registrados 52 feminicídios e 275 tentativas. Neste ano, já são oito mulheres mortas por questões de gênero.
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A vereadora acredita que é preciso ampliar o debate e cobrar medidas concretas. Na terça-feira passada, a Câmara aprovou um requerimento de autoria dela, em regime de urgência, convocando representantes do Executivo, do Judiciário, das forças de segurança e do Legislativo para discutir o tema.
O pedido agora segue para a secretaria da Câmara, que vai definir a data da audiência, prevista para ocorrer nos próximos 10 dias. Entre as reivindicações, está a implantação de uma Delegacia de Proteção à Mulher no município. No ano passado, o governador Jorginho Mello anunciou a criação de delegacias especializadas em cidades com mais de 100 mil habitantes. Camboriú tem cerca de 120 mil moradores.
Inalda criticou o que considera defasagem no efetivo das forças de segurança no município. Segundo ela, Camboriú é a 14ª cidade mais populosa de Santa Catarina, mas tem menos policiais militares do que municípios menores. “O Estado falha muito. O município de Camboriú é muito rejeitado no Estado, porque hoje somos a 14ª cidade populacional de Santa Catarina e, quando se fala em forças de segurança, Polícia Militar, nós temos menos policiais militares que Lages, por exemplo. Estamos super aquém da necessidade que nós merecemos”, destaca.
A vereadora também defende que a delegacia funcione com estrutura adequada e equipe preparada para atendimento humanizado às vítimas. Ela relatou ter recebido queixas de mulheres que se sentiram constrangidas ao procurar ajuda em outras cidades, ao serem atendidas por policiais do sexo masculino.
A audiência pública deve discutir, além da delegacia, a criação de campanhas de conscientização e políticas públicas municipais voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.