Uma designer de interiores de 52 anos, de Balneário Camboriú, conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra o ex-marido, um marceneiro da cidade, de 47 anos, para impedir que ele se aproxime dela. A decisão foi concedida após a mulher denunciar agressões sofridas na penúltima sexta-feira de fevereiro, na entrada do prédio onde mora.
O casal viveu junto por 10 anos e está separado há quase um ano e meio. Segundo relato da vítima, o ex não aceita o fim da sociedade profissional que existia entre eles nem o fato de ela ter conseguido ...
O casal viveu junto por 10 anos e está separado há quase um ano e meio. Segundo relato da vítima, o ex não aceita o fim da sociedade profissional que existia entre eles nem o fato de ela ter conseguido um novo emprego.
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A designer era responsável por projetar os móveis produzidos pelo marceneiro. Embora a sociedade tenha sido encerrada, os dois voltaram a trabalhar juntos em janeiro, após antigos clientes retomarem contato. No entanto, ela decidiu encerrar definitivamente a parceria profissional, o que teria motivado a agressão.
Antes do ataque no dia 20 de fevereiro, os dois conversaram por cerca de cinco minutos no hall de entrada do prédio dela. Quando a mulher informou que não iria mais projetar móveis para ele, o homem entrou em fúria e passou a agredi-la com socos e empurrões, além de a derrubar no chão e arrastá-la pelo cabelo. A vítima ficou com hematomas nas mãos, braços, pernas e bunda.
A medida protetiva foi concedida pela 2ª Vara Criminal de Balneário Camboriú. A decisão determina que o agressor mantenha distância mínima de 100 metros da vítima e proíbe qualquer tipo de contato, por qualquer meio. O descumprimento das medidas pode resultar em prisão preventiva.
A Justiça também determinou que a vítima seja incluída no programa Ronda Catarina, da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), vinculado à Patrulha Maria da Penha, além do cadastro no sistema do Botão do Pânico, pelo aplicativo PMSC Cidadão. A Polícia Civil e a Guarda Municipal também foram comunicadas para acompanhamento e fiscalização das medidas.
Tanto o agressor quanto a vítima foram orientados a comparecer separadamente ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município, caso queiram atendimento da equipe técnica.