Cena de guerra

Teve sinalizadores e bombas jogadas em campo na Arena Joinville, relata juiz na súmula

Torcida do Joinville também confrontou a polícia durante vitória do Marcílio Dias na terça-feira

Partida ficou 52 minutos paralisada até que Polícia Militar autorizasse o reinício (Foto: Vica Bueno)
Partida ficou 52 minutos paralisada até que Polícia Militar autorizasse o reinício (Foto: Vica Bueno)

A súmula do jogo entre Marcílio Dias e Joinville, na Arena Joinville, relatou o cenário de guerra presenciado na noite de terça-feira, quando torcedores do JEC protestaram pela campanha ruim do clube atirando dezenas de sinalizadores, latas e copos, além de algumas bombas e rojões no gramado, após o Marinheiro virar a partida válida pelo quadrangular do rebaixamento do Campeonato Catarinense. Da arquibancada, os torcedores também entraram em confronto com a Polícia Militar que revidou, do campo, com tiros de bala de borracha.

Segundo o árbitro Bráulio da Silva Machado, a partida foi reiniciada após 52 minutos de paralisação no segundo tempo, com autorização do comando da PM, responsável pela segurança da partida. O Marcílio venceu o jogo por 4 a 2, marcando o último gol depois que a bola voltou a rolar. Como mais objetos começaram a ser atirados no gramado após o quarto gol rubro-anil, o árbitro esperou os 45 minutos da etapa final serem completados para encerrar a partida.

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As cenas com os sinalizadores no gramado e uma grande fumaça tomando conta da área defendida pelo goleiro Matheus Cavichioli, do Marcílio, repercutiram rapidamente em todo o Brasil. A polícia tentou dispersar a confusão com tiros de bala de borracha contra alguns torcedores que permaneceram no setor da torcida organizada, onde o protesto começou. Nenhuma pessoa que estava em campo se feriu na confusão, mas crianças chegaram a ser retiradas das arquibancadas entrando no campo de jogo.

“Informo que aos 29 minutos do segundo tempo o jogo foi paralisado por aproximadamente 52 minutos, motivado por arremessos de dezenas de sinalizadores e latas de alumínio com líquido não identificado em direção ao campo. Os objetos arremessados partiram do setor destinado à torcida organizada do Joinville Esporte Clube, localizada atrás do gol esquerdo da transmissão. Ainda durante a paralisação foram disparados fogos de artifício, latas e bombas (rojões) pelos indivíduos que estavam no mesmo setor em direção aos policiais que estavam na proximidade fazendo procedimentos de segurança para controlar a situação. Os objetos não atingiram nenhum atleta, oficiais das equipes ou membro da equipe de arbitragem e até o final da elaboração dos relatos ocorridos na súmula da partida, não recebemos informação de registro de feridos”, descreve o documento disponibilizado pela Federação Catarinense de Futebol.

O relato da súmula e as imagens da confusão serão usados para julgamento do clube no Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC). O Joinville terá ainda duas partidas como mandante no quadrangular do rebaixamento e poderá ter que jogar com portões fechados ou em outro local se assim o TJD-SC determinar.

Segundo o jornalista Gabriel Fronzi, a apuração inicial da Polícia Militar e da segurança privada da Arena apontou que os sinalizadores e bombas teriam sido levados e escondidos no estádio no sábado, durante um treino aberto ao torcedor promovido pelo clube.



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