SANTA CATARINA
Lenda do motocross nacional morre em acidente de moto
Milton “Chumbinho” Becker, de 56 anos, faleceu na SC 305, em Campo Erê
João Batista [editores@diarinho.com.br]
Lenda do motocross brasileiro, o piloto catarinense Milton “Chumbinho” Becker, de 56 anos, morreu no final da tarde de sábado, em acidente na SC 305, no trecho entre Campo Erê e São Lourenço do Oeste, no oeste de Santa Catarina. Ele pilotava uma Yamaha MT-09 Tracer, com placa de Iporã do Oeste, quando perdeu o controle da moto, saiu da pista e caiu numa ribanceira na cabeceira da ponte do rio Três Voltas.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), que atendeu a ocorrência, o piloto morreu no local devido à gravidade do acidente. A fatalidade foi num trecho da rodovia que está em obras de revitalização, após a parte onde termina a pista de concreto. O boletim da PMRv aponta que o acidente pode ter sido por um provável excesso de velocidade do motociclista combinado com as más condições da via.
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A ocorrência foi por volta das 17h, no limite entre Campo Erê e São Lourenço do Oeste. “No local do sinistro, o tempo era bom, a sinalização horizontal inexistente e a vertical com placas, a pista está em revitalização, apresentando alguns buracos e pedra brita sobre a pista onde a velocidade máxima permitida no trecho é de 40 Km/h”, informou.
Chumbinho era natural de Itapiranga, cidade vizinha à Iporã do Oeste, onde vivia e trabalhava após se aposentar das pistas em 2018, mas sempre envolvido com o esporte. Atualmente, ele era sócio da empresa de transportes Becker & Bohnen. Chumbinho deixa a esposa e uma filha. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
Maior campeão nacional
A carreira no motociclismo começou ainda na década de 1980, e ao longo da trajetória de 35 anos como piloto ele conquistou cerca de 30 títulos em competições de motocross e supercross, modalidades em que virou referência nacional.
Em nota de pesar, a Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) reconheceu o piloto como um dos maiores ícones do esporte sobre duas rodas no Brasil. A entidade destacou que a perda deixa um “vazio imenso nas pistas”, mas que o piloto será sempre lembrado como um “competidor incansável e um embaixador do motociclismo”.
“Chumbinho foi um piloto extraordinário, cuja trajetória se confunde com a própria evolução do motocross nacional. Dono de um currículo repleto de títulos brasileiros e internacionais, ele se destacou não apenas pela velocidade, mas pela longevidade e pelo profissionalismo que serviram de exemplo para diversas gerações de atletas”, diz a postagem.
A Federação Catarinense de Motociclismo (FCM) também manifestou pesar pela morte do piloto. A equipe Pro Tork Racing Team, da qual Chumbinho fez parte por anos, lamentou a perda em mensagem nas redes sociais.
“Chumbinho foi mais do que um piloto multicampeão — foi um símbolo de dedicação, longevidade e amor pelo motocross. Vestiu nossas cores com orgulho, profissionalismo e respeito, deixando um legado que ultrapassa títulos e resultados”, destacou.
João Batista
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.
