ECONOMIA

Lula assina regulamentação da “BR do Mar”, projeto pra estimular cabotagem

Programa prevê reduzir custos de transporte e ampliar frota nacional

Medidas também visam gerar novos contratos para a construção naval (Foto: João Batista)
Medidas também visam gerar novos contratos para a construção naval (Foto: João Batista)
miniatura galeria
miniatura galeria
miniatura galeria
miniatura galeria

A construção naval e a navegação de cabotagem, aquela feita entre portos nacionais, devem ganhar impulso no Brasil com a regulamentação do projeto “BR do Mar”, do governo federal. Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto que regulamentou o programa criado por lei ainda em 2022 e que esperava novo avanço pra sair do papel.

O “BR do Mar” busca ampliar a cabotagem no país, reduzir custos logísticos e fomentar a indústria naval brasileira. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

O “BR do Mar” busca ampliar a cabotagem no país, reduzir custos logísticos e fomentar a indústria naval brasileira. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a redução de custo do setor portuário deve ser de 20% a 60%. O programa prevê a ampliação da frota nacional em até 300%, com embarcações sustentáveis e mais eficientes.

Continua depois da publicidade

“O programa vai fazer com que a gente possa utilizar o nosso mar, os nossos rios, mas sobretudo os oito mil quilômetros do litoral brasileiro para transformar o litoral numa grande BR [rodovia], fazendo com que a gente amplie a cabotagem no Brasil, saindo de um volume de 1,2 milhão de contêineres para 2 milhões de contêineres em movimentação”, disse o ministro.

Ele afirmou que o governo tem um grande olhar para as concessões portuárias e deve realizar, em quatro anos, mais de 60 leilões. Com isso, segundo ele, em 2024, o setor portuário cresceu quase 5% e os portos públicos tiveram expansão de 7%. No período, o setor de contêineres teve um crescimento de mais de 18% no país. Com o incentivo do transporte entre portos nacionais, a indústria naval também sairá fortalecida.

“Na hora que a gente tem esses novos modais de transportes consolidados, como a BR do Mar, e agora no segundo semestre vamos lançar a BR dos Rios, nós estamos preparando essas novas rotas de integração do Brasil, gerando competitividade e fortalecendo, sobretudo, quem produz no Brasil”, disse, lembrando que hoje 65% do transporte no país é feito por rodovias.

O governo federal quer reduzir a dependência rodoviária, aumentando a oferta de embarcações, criando novas rotas e gerando mais empregos a partir dos novos contratos da indústria naval e da cadeia logística. Segundo o ministério dos Portos, o programa vai gerar R$ 19 bilhões por ano em economia logística e cada novo navio poderá tirar das estradas até 4,8 mil contêineres.

Incentivo para estaleiros nacionais

A regulamentação traz medidas pra reduzir o custo do frete e os impactos ambientais do transporte de cargas, assim como permite o aluguel de embarcações estrangeiras, ponto que foi alvo de críticas. Em contrapartida, o programa visa incentivar as empresas nacionais a contratarem estaleiros brasileiros para manutenção e reparos de embarcações que operam na cabotagem, fortalecendo a economia local.

Na cerimônia de assinatura da regulamentação, representantes de diferentes setores destacaram a importância da cabotagem para o desenvolvimento da economia. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, disse que os incentivos à indústria naval garantem a continuidade das atividades e a competitividade do setor.

“É o incentivo para que retorne o seu importante papel econômico e social, em benefício do nosso país. Todos acreditamos que as políticas de Estado que estão sendo implementadas neste governo garantirão a perenidade e a sustentabilidade na nossa indústria e de sua extensa cadeia produtiva e competitividade, à frente da indústria naval de outros países”, disse.

Continua depois da publicidade

Projeção de 15% de aumento na cabotagem

Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios. Para os próximos 10 anos, o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

Segundo estudos da estatal Infra SA, as medidas vão estimular a concorrência, podendo reduzir o frete em até 15%, numa economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. A navegação também reduz em 80% a emissão de gases do efeito estufa.

Em 2024, a cabotagem movimentou 213 milhões de toneladas no Brasil, cerca de 77% no transporte de petróleo, especialmente das plataformas até os portos. A “BR do Mar” deve estimular o transporte de carga em contêiner e carga geral, que hoje respondem por 11% e 2%, respectivamente, da cabotagem.

Continua depois da publicidade

No complexo portuário de Itajaí, a cabotagem respondeu por 1,8% do transporte de cargas em 2024, pelas operações nos portos de Itajaí, Portonave, Teporti, Braskarne e Barra do Rio, conforme dados da Antaq. Neste ano, até junho, a participação foi de 0,47%. Segundo dados da Superintendência do Porto de Itajaí, são sete linhas de cabotagem no Porto de Itajaí e três na Portonave.



WhatsAPP DIARINHO


Comentários:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Clique aqui para fazer o seu cadastro.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.


Conteúdo Patrocinado




Envie seu recado

Através deste formuário, você pode entrar em contato com a redação do DIARINHO.

×






216.73.216.80


TV DIARINHO


⚠️👀 ALERTA NO RIO CAMBORIÚ | Estudo da Univali aponta piora na qualidade da água do rio Camboriú e da ...



Especiais

Epstein e a pedofilia como mercadoria de luxo da elite global

VIOLÊNCIA SEXUAL

Epstein e a pedofilia como mercadoria de luxo da elite global

Laboratório da polilaminina vendeu cloroquina e fez fortuna sob Bolsonaro

CRISTÁLIA

Laboratório da polilaminina vendeu cloroquina e fez fortuna sob Bolsonaro

Brasil gasta R$ 20 bi para pagar salários que a Constituição proíbe

CUSTO DO PRIVILÉGIO

Brasil gasta R$ 20 bi para pagar salários que a Constituição proíbe

Guerra no Irã: alerta estridente de que combustíveis fósseis não têm nada de seguros

ALERTA

Guerra no Irã: alerta estridente de que combustíveis fósseis não têm nada de seguros

Programa atômico do Irã foi criado pelos EUA que hoje lança “Fúria Épica” sobre o país

GUERRA

Programa atômico do Irã foi criado pelos EUA que hoje lança “Fúria Épica” sobre o país



Blogs

Troca-troca partidário agita os bastidores da política

Blog do JC

Troca-troca partidário agita os bastidores da política

Mais números sobre o crescimento do setor de nutrição. Segmento superou 22% nos últimos anos.

A bordo do esporte

Mais números sobre o crescimento do setor de nutrição. Segmento superou 22% nos últimos anos.

A velocidade do agora

VersoLuz

A velocidade do agora

A epidemia silenciosa da falta de atenção

Espaço Saúde

A epidemia silenciosa da falta de atenção



Diz aí

"Ninguém perde um filho à toa"

Diz aí, Bel Cavanha!

"Ninguém perde um filho à toa"

"Estamos batendo 6 mil alunos no programa Universidade Gratuita"

Diz aí, reitor!

"Estamos batendo 6 mil alunos no programa Universidade Gratuita"

"Eu sempre digo que o carro mina a cidade"

Diz aí, Deise!

"Eu sempre digo que o carro mina a cidade"

"A gente aproveitava [o Biel] como se fosse o último todo dia"

Diz aí, Júnior!

"A gente aproveitava [o Biel] como se fosse o último todo dia"

"Sempre busquei no sacerdócio sair da sacristia, descer do altar, ir onde as pessoas estão".

Diz aí, padre Márcio!

"Sempre busquei no sacerdócio sair da sacristia, descer do altar, ir onde as pessoas estão".



Hoje nas bancas

Capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯






Jornal Diarinho ©2026 - Todos os direitos reservados.