O navio Irenes Resolve, que estava atracado no berço 1 da JBS Terminais, ficou cerca de 30 minutos à deriva na manhã de quinta-feira após os cabos que o prendiam ao cais do Porto de Itajaí arrebentarem e ele ser arrastado para o centro do rio Itajaí-açu.
Continua depois da publicidade
O incidente não terminou em tragédia porque os rebocadores da Praticagem Itajaí agiram rapidamente e conseguiram “segurar” o cargueiro. Além disso, as sapatas que prendiam o contêiner ...
O incidente não terminou em tragédia porque os rebocadores da Praticagem Itajaí agiram rapidamente e conseguiram “segurar” o cargueiro. Além disso, as sapatas que prendiam o contêiner no navio também estouraram, evitando que o equipamento e os contêineres também fossem derrubados.
Continua depois da publicidade
Segundo a Praticagem, com o rompimento dos cabos, o navio atravessou para o meio do rio Itajaí-açu e estava indo em direção ao ferry-boat - que neste horário tem pico na movimentação na travessia entre Itajaí e Navegantes.
Continua depois da publicidade
A equipe de trabalhadores do Porto solicitou, via rádio, o apoio urgente da praticagem que “voou” para o local com os rebocadores. Um prático subiu no cargueiro e com auxílio dos rebocadores conseguiram levar o navio para a boca da barra, evitando o choque com as embarcações do ferry-boat.
Apesar do susto, a travessia não chegou a ser interrompida. A Superintendência do Porto de Itajaí informou que a guarda portuária acionou a Praticagem que rapidamente conseguiu resolver o problema. O incidente não deixou feridos.
Investigação da Marinha
Já a Marinha do Brasil abriu inquérito administrativo para apurar as causas do acidente. A equipe da Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí já conversou com os vigilantes e a equipe de segurança do Porto de Itajaí.
As informações iniciais são de que houve o rompimento dos cabos de amarração da proa da embarcação, o que resultou no afastamento do navio do berço de atracação. Após o incidente, a Praticagem levou o cargueiro até a área de fundeio, após a boca da barra. O navio não retornou para o cais.
O acidente não deixou vítimas e nem causou poluição ou vazamento de óleo no rio Itajaí-açu. No prazo de 90 dias, a Marinha quer descobrir quem foram os responsáveis pelo incidente.