Esta semana, Luana Piovani e Virginia Fonseca protagonizaram um embate nas redes sociais que mobilizou artistas, influenciadores e a mídia.
O episódio teve início após Luana repostar um vídeo em que uma mulher — marcando Virgínia — aparece chorando pela morte do irmão, atribuindo o suicídio ao vício e às dívidas contraídas com jogos on line. Na publicação, Luana escreveu: “Virgínia, a maldição vai colar em você, resvalará nos seus filhos, dinheiro de sangue, endemoniado”.
A manifestação ocorreu no contexto das discussões envolvendo a atuação de influenciadores na promoção de plataformas de apostas esportivas, atividade que vem sendo amplamente questionada sob o ponto de vista social e jurídico.
Em resposta, Virgínia publicou vídeos em suas redes sociais visivelmente abalada, afirmando que admite críticas direcionadas a si, mas considera inadmissível qualquer menção aos seus filhos ...
O episódio teve início após Luana repostar um vídeo em que uma mulher — marcando Virgínia — aparece chorando pela morte do irmão, atribuindo o suicídio ao vício e às dívidas contraídas com jogos on line. Na publicação, Luana escreveu: “Virgínia, a maldição vai colar em você, resvalará nos seus filhos, dinheiro de sangue, endemoniado”.
A manifestação ocorreu no contexto das discussões envolvendo a atuação de influenciadores na promoção de plataformas de apostas esportivas, atividade que vem sendo amplamente questionada sob o ponto de vista social e jurídico.
Em resposta, Virgínia publicou vídeos em suas redes sociais visivelmente abalada, afirmando que admite críticas direcionadas a si, mas considera inadmissível qualquer menção aos seus filhos. Declarou ainda que pretende adotar medidas judiciais contra Luana.
O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais, a responsabilidade de figuras públicas na divulgação de conteúdos potencialmente nocivos e os impactos sociais associados à popularização das apostas on line.
O Brasil criou um modelo perverso e silencioso: legalizou as apostas esportivas, transformou o vício em arrecadação e institucionalizou uma engrenagem que transfere renda dos mais pobres para grandes empresas, com a chancela do próprio Estado.
A partir da lei nº 13.756/2018, sancionada por Michel Temer, e posteriormente regulamentada no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o país abriu as portas para um mercado bilionário. Hoje, as chamadas “bets” movimentam cifras astronômicas e já garantem bilhões aos cofres públicos.
Mas a pergunta que não quer calar é: a que custo?
Não se trata apenas de entretenimento. Trata-se de um modelo matematicamente estruturado para que o apostador perca. As plataformas lucram com base na derrota do cidadão. E esse cidadão, em grande parte, não é o investidor sofisticado, é o trabalhador, o jovem, o desempregado, muitas vezes seduzido pela promessa ilusória de ganho fácil.
Os dados são alarmantes. O volume apostado no país já alcança centenas de bilhões por ano. Há registros de recursos oriundos de programas sociais sendo utilizados em apostas. Famílias entram em colapso financeiro. O endividamento cresce. O consumo produtivo diminui. E o vício avança como uma epidemia silenciosa.
Enquanto isso, o Estado assiste, arrecada e, em certa medida, incentiva. Permite publicidade massiva em horários nobres, patrocínio irrestrito no futebol e a glamourização de uma atividade que, na prática, destrói mais do que constrói.
Há uma contradição jurídica e moral evidente: o governo Lula não é ideologicamente favorável às bets, mas mantém porque gera arrecadação e critica porque os efeitos sociais estão ficando evidentes.
Desta feita, o mesmo Estado que deveria proteger o cidadão, especialmente o mais vulnerável, passa a lucrar diretamente com sua perda. É uma inversão perigosa de valores, que afronta princípios básicos como a dignidade da pessoa humana e a função social da atuação estatal.
Se não querem proibir, é urgente impor limites: restringir publicidade, proteger hipervulneráveis, impedir o uso de recursos públicos e ampliar o controle sobre as plataformas. O Brasil precisa decidir se quer ser uma nação que promove desenvolvimento ou uma que arrecada com a ilusão alheia.
Porque, no modelo atual, a conta é simples e cruel: poucos ganham muito, enquanto milhões perdem pouco… até perder tudo.