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Direito na mão

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Renata Brandão Canella é advogada previdenciarista , graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestre e Especialista pela UEL, Especialista em Direito do Trabalho pela AMATRA, palestrante, expert em planejamento e cálculos previdenciário e Presidente da Associação Brasileira dos Advogados Previdenciários (ABAP)

Caso prático: como reduzir impostos sem mágica


Caso prático: como reduzir impostos sem mágica
(foto: reprodução)

Vou contar um caso real (com os devidos cuidados para não expor ninguém) que mostra como, às vezes, o problema não é o tamanho do imposto — é como ele está sendo calculado.

Uma empresa me procurou com a clássica queixa: “Doutora, estou pagando imposto demais”. Nada de novo sob o sol. Mas, como sempre digo, antes de pensar em mil estratégias mirabolantes, vale olhar o básico. E foi exatamente aí que encontramos o problema.

A empresa atuava com venda de produtos e também prestação de serviços. O detalhe é que tudo estava sendo tratado como se fosse a mesma coisa — tanto na emissão de notas quanto na classificação fiscal.

E aqui entra um ponto importante: produto e serviço não são só palavras diferentes. Eles têm tratamentos tributários completamente distintos.

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Uma empresa me procurou com a clássica queixa: “Doutora, estou pagando imposto demais”. Nada de novo sob o sol. Mas, como sempre digo, antes de pensar em mil estratégias mirabolantes, vale olhar o básico. E foi exatamente aí que encontramos o problema.

A empresa atuava com venda de produtos e também prestação de serviços. O detalhe é que tudo estava sendo tratado como se fosse a mesma coisa — tanto na emissão de notas quanto na classificação fiscal.

E aqui entra um ponto importante: produto e serviço não são só palavras diferentes. Eles têm tratamentos tributários completamente distintos.

Onde estava o erro?

Ao analisar as notas fiscais, identifiquei dois pontos principais:

• Produtos classificados de forma genérica (ou até incorreta);

• Mercadorias tributadas como se fossem serviços — e vice-versa.

• Atuação mista, com produto e serviço, sem as notas fiscais separadas.

Traduzindo: a empresa estava pagando imposto como se estivesse fazendo algo diferente do que realmente fazia.

E, no mundo tributário, isso custa caro.

O que foi feito?

Nada de “engenharia fiscal criativa” ou risco desnecessário. O trabalho foi técnico e direto:

1. Revisão da classificação fiscal dos produtos (NCM)

Alguns itens estavam enquadrados em códigos mais pesados do que deveriam. Ajustamos com base na descrição correta.

2. Separação clara entre produto e serviço

Parece básico — e é. Mas, na prática, muita empresa mistura tudo. Organizamos isso tanto na operação quanto na emissão das notas.

3. Revisão da tributação aplicada

Com a classificação correta, foi possível aplicar alíquotas adequadas e evitar cobranças indevidas.

Resultado: sem mudar o negócio, sem “planejamento agressivo”, sem risco desnecessário, a empresa passou a pagar menos imposto — simplesmente porque passou a pagar o imposto certo. Simples assim. Ou quase.

O que dá pra aprender com isso?

Se tem uma coisa que acontece com frequência é empresário preocupado com reforma tributária, novas leis, mudanças no sistema… mas ignorando o básico dentro de casa.

Antes de pensar no futuro, vale revisar o presente.

Algumas perguntas que você pode se fazer:

• Seus produtos estão corretamente classificados?

• Você diferencia bem o que é produto e o que é serviço?

• A nota fiscal reflete exatamente o que você vende?

• Alguém já revisou isso de forma técnica?

Se a resposta for “não sei”, temos um ponto de atenção.

Conclusão

Reduzir imposto nem sempre exige uma grande tese jurídica ou uma reestruturação complexa. Às vezes, começa com algo bem menos pomposo: organizar, revisar e corrigir.

Porque, no fim das contas, o problema nem sempre é o sistema tributário. Às vezes… é só a forma como você está lidando com ele.

Se você tem dúvidas ou experiências para compartilhar sobre esse tema, sinta-se à vontade para entrar em contato. Estamos aqui para continuar esse diálogo e buscar soluções!


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