JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Xande x Zanelato
Tá zoando com a cara do bagrão? O servidor público Xande Celular (UB), que é vereador, tá cagando e andando pro secretário de Obras, o taliano Tarcizio Zanelato, que é seu chefe imediato
O tiro no pé
A ideia toda era ruim desde o início: uma escola de samba fazer um desfile homenageando um presidente da República, candidato à reeleição, em ano eleitoral, sendo que parte do financiamento ...
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O tiro no pé
A ideia toda era ruim desde o início: uma escola de samba fazer um desfile homenageando um presidente da República, candidato à reeleição, em ano eleitoral, sendo que parte do financiamento da escola teria (como todas têm) verba pública...Tudo pra dar errado. Lula (PT), pra lá de experiente, deveria ter dito o seguinte, quando lhe apresentaram a ideia: “nem a pau, Juvenal!”. Mas não disse.
Narcisismo ou burrice?
Se Lula topou ser homenageado nesse desfile, algum motivo ele teve: ou narcisismo, ou senso torto de oportunidade, ou má influência dos puxa-sacos de plantão, ou estrelismo de Janja... Ou tudo junto, ou um pouco de cada, sei lá... O verdadeiro motivo que o fez topar uma merda dessas nunca saberemos. O que sabemos são as consequências...
Pau de dar em doido
Tão logo acabou o desfile da Acadêmicos de Niterói, e nos dias seguintes, o assunto não foi outro: o puta tiro no pé que Lula deu. Muito pior que a ideia geral inicial foi a construção do desfile – que, muito provavelmente, deve ter tido a mão de um burraldo do petismo mais radical. O desfile conta a história política brasileira da última década do ponto de vista da esquerda revanchista, e só.
Uma merda total
Foi um desfile em que o ex-presidente Bolsonaro (PL) é representado por um palhaço, que tem uma encenação de Temer (MDB) roubando a faixa de Dilma (PT) e entregando a Bozo-Bolsonaro, e em que os grupos da base da direita – evangélicos, agronegócio, e conservadores –, são ridicularizados. Um chute na pluralidade, além de preconceito religioso, só pra começar... Ou seja, uma merda total.
A ficha que caiu pra lá de tarde
Na avaliação do Planalto, passado o desfile e a saraivada de críticas, é a de que foi um desastre... Óbvio, né? Quem não sabia que seria? Principalmente em relação ao público evangélico, do qual Lula se esforçava para se aproximar desde o início de seu atual mandato. Perdeu tudo que conquistou, na avaliação dos “espertalhões” do governo.
E mais...
Esse desfile, que teve a participação do governo Lula, aumentou o abismo que existe hoje no Brasil entre esquerda e direita. Não contribuiu em nada com nada, além, é claro, de satisfazer o “petismo-bolsonarismo”, se é assim que podemos chamar a ala mais radical da esquerda – que em pouco difere da ala mais radical da direita, enfim... E, ainda por cima, deu uma puta munição pra direita se armar. Burrice total! E durma com um barulho desses!
Reforma ou ajuste?
Passado um ano de governo na city pexêra, chega à piramidal casa do povo, no mês de março, o que o prefeito Robison Coelho (PL) faz questão de chamar de “ajustes administrativos” — e não reforma.
Sem sustos e sem debate
O projeto deve tramitar sem grandes turbulências, já que o executivo conta com ampla maioria de excelências excelentíssimas no legislativo. Traduzindo: deve passar sem sustos e, ao que tudo indica, sem muito debate.
Primeiro ano foi de arrumação
Nos bastidores do gabinete do alcaide no paço da Vila Operária, os perdigueiros da coluna que se espalham por terra, ar e mar, assopram que o discurso é claro: o primeiro ano foi de ajustes internos e organização da máquina.
Entregar resultados
E que 2025 foi de entregas importantes. Mas agora, segundo ainda esses linguarudos, vai mudar o tom. O segundo ano será de cobrança mais intensa. Os bagrões estrelados, ops, secretários, diretores e demais cargos estratégicos já teriam ouvido o recado do alcaide: é hora de apresentar resultados mais robustos.
Momento de resultado
Para o prefeito, a fase agora é de menos explicação e mais execução. Quem não acompanhar o ritmo imposto pelo burgomestre pode acabar ficando pelo caminho e sem uma segunda chance de apresentar os resultados que são esperados. Em governo que quer marcar gestão, a régua sobe naturalmente no segundo ano, isso é inegável.
“Muito bom ver tanta gente fazendo terapia. Alguns precisam de exorcismo, mas uma coisa de cada vez, né?” Pai Atanásio, na porta do consultório do seu psiquiatra
A corrida começou antes da largada
Tem pretendente na city pexêra que chegou agora e já quer sentar na janelinha do busão eleitoral de 2026. O cenário eleitoral começou a ganhar temperatura. Tem nome recém-chegado ao grupo político que já quer protagonismo. Em política, tempo de casa ainda pesa, mas há quem queira pular etapas. Aí não dá, né?
Atirando para todos os lados
Quem anda falando alto é o pastor e dublê de deputado estadual, o Júnior Cardoso, o Peruca (PL), da terra da pedrada e ex-do tiro ao vereador, nossa Camboriú. Depois de expor publicamente desavenças familiares envolvendo o ex-genro Calebe Moreno, agora o foco seria o vereador boneco Falcon, ops, Victor Nascimento, também do PL. O motivo? Suposto descumprimento de acordo político.
Aperto de mão
Em uma roda política recente, o deputado Junior Cardoso teria dito que Vitor apertou sua mão garantindo apoio, mas depois sinalizou interesse próprio na disputa. “Olho no olho e aperto de mão” não foram suficientes para manter o combinado entre Júnior e Falcon. Resultado: o deputado estaria furioso, e, em política, mágoa costuma virar combustível eleitoral. Ai, ai, ai qui dor!
Lá no posto Ipiranga
Se alguém encontra a minha ex-musa BBB, vereadora e pré-candidata Dom Quichata, e pergunta se ela fica no PSDB, a resposta vem pronta: “O Robison é quem sabe”. Se questionam sobre eventual troca de partido, a resposta é a mesma: “O Robison decide”.
O melhor
Pelo visto, a loira Anna Carolina terceirizou não só a campanha, mas também o GPS político. Fico aqui coçando o cocuruto devastado pelo tempo: o prefeito vai fazer o que é melhor para o governo ou o que é melhor para a galega?
Sem grupo
É por essas e outras que a tchurma anda dizendo que a ex-musa não tem grupo próprio. Depende 100% do humor e das decisões do Paço da Vila Operária. Política sem tropa é como desfile sem bateria: faz barulho, mas não empolga.
De melancia pra laranja
Um pardal curioso do terceiro andar do paço pexêro soprou nos sensíveis zovidos do socadinho escriba que, pela vontade do gabinete, Anna pode desembarcar no Novo. Ou seja: troca de fruta no cardápio político — da melancia carimbada pela direita bolsonarista para a laranja...
Muda o sabor
Será que muda o sabor? Será que vem foto de mãos dadas com Calebe Moreno e grito de “Anistia já” na próxima esquina? Dizem que na política até vaca voa. Mas fruta transpartidária seria estreia, inédita na feira.
Falcon dinovo
Enquanto isso, aliados do vereador Victor Nascimento, o boneco Falcon, andam fazendo enquete para medir quem representa melhor o governo: ele, da direita raiz, ou Anna, de centro-esquerda. O Falcon entra em campo pedindo voto e, nos bastidores, começa a fritura da galega. Anna já está acostumada a apanhar — o curioso é que agora pode estar apanhando dos adversários e dos “companheiros”.
Paz e amor
E tem mais: uma das vozes que propagou apoio ao Victor e alfinetou a Dom Quichata ocupa cargo de direção numa secretaria comandada pelo PSDB. Ou a loira aderiu ao modo paz e amor, ou já entendeu que brigar pode custar caro. Será estratégia silenciosa ou prenúncio de rendição antes da largada?
Perdendo espaço
Aliás, o PSDB anda encolhendo na Assistência Social. Depois da saída do advogado Lucas Voigt — que foi do jurídico da campanha do ex-candidato a prefeito, o sancho pança Osmar Teixeira (Podemos), entrou no governo empurrado goela abaixo como indicação do bagrão Léo Severino.
Nem foi avisada
O problema é que a vaga é atribuída ao partido da Dom Quichata — a cadeira ganhou nova dona. Uma advogada que, dizem, não tem qualquer vínculo com o ninho dos tucanos. E o detalhe que tempera o prato: Anna nem teria sido avisada da nomeação. Resumo da ópera: o PSDB perdeu um cargo dentro de uma secretaria que, em tese, estava sob sua órbita política.
Tabuleiro em movimento
A Assistência Social é estratégica — orçamento robusto, capilaridade nos bairros e visibilidade social. Formalmente ligada ao PSDB, mas comandada pelo ensaboado Léo Severino, que já declarou a este socadinho escriba que sua indicação veio do prefeito e que segue orientação direta do paço. Sisqueceu, convenientemente, o apoio partidário que ajudou a pavimentar o caminho.
Cargo e silêncio...
Agora, fica a prigunta que ecoa nos corredores: o Léo vai vestir a camisa da Anna rumo a uma cadeira estofadinha na Leléia ou vai trabalhar nos bastidores para fortalecer o boneco Falcon? Em política, cargo fala. E silêncio também....
Nem te ligo
O vereador Xande do Celular (UB) é servidor público efetivo da prefa de Itajaí, e segundos os linguarudos de plantão, teria passado dos limites e não está nem aí para o secretário de Obras, o taliano Tarcizio Zanelato. Xande não estaria cumprindo com suas obrigações como servidor público, mas também não se licencia do gordo holerite.
Manda e desmanda
E essa raça de linguarudos (arreda, lazarentos!) sopra que o Xande fica zoando da cara do secretário. Xande se aboletou no CAC. Sendo que no Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) de Cordeiros só tem um veículo, que é dirigido pela coordenadora. O Xande, que deveria estar na Obras, está lá só abordando as pessoas na entrada do CAC pra mostrar que manda e desmanda.
Vão bater na porta do MP
Uma vergonha para o prefeito Robison Coelho e o secretário Zanelato: enquanto a prefeitura paga empresa pra dirigir as carangas públicas, tem vereador que é motorista, ganha um salário gordo e faz 60 dias que não bota a mão num volante. As bocas de caçapa já avisaram que vão ao Ministério Público fazer a denúncia.
Cadê o pulso, Zanelato?
Óia, verdade seja dita: o Zanelato deveria ter mais pulso com essa vergonheira que anda sendo feita pelo Xande, até porque os motoristas da prefa estão putos dos cornos com a moleza e falta de vergonha do servidor público que é pago pra cumprir a função de motorista.
Trazer para o PP?
Os motoristas andam tão fulos que prometem divulgar o salário percebido um mês sim e outro também pelo Xande Celuloso, pra não fazer nada a não ser coçar a sacaria e aparecer de bonzão. Se o Zanelato não se coçar vai sobrar pra ele. Ou será que o bagrão da Obras, que é presidente do PP, tá dando regalias pra trazer o Xande pro seu partido? Não acredito!
Carnaval pexêro
E assumido mesmo! O próprio slogan não deixa dúvida — Carnaval Papa Siri. Deu um burburinho medonho quando a festa saiu da frente do Mercado Público e foi para o lado do Centreventos. Teve quem torceu o nariz e bufou, mas os números demonstram que a folia de Momo foi um sucesso.
Crescimento e volta às origens
Foi um carnaval de crescimento e também de resgate dos bons carnavais do passado. Depois de muitos anos, Itajaí voltou a ter concurso para escolha da rainha do carnaval. Blocos na rua, charanga circulando pela city, clima familiar e aquela energia que lembra os velhos tempos.
Organização faz diferença
E para o carnaval dar certo precisa de organização. À frente da Fundação Cultural e agora acumulando a superintendência das Fundações, a professora Bete Laurindo mostrou que tem samba no pé, digo, sabe conduzir.
Bete
Antes sob a gestão da galega, a minha ex-musa BBB, Ana Carolina, a estrutura já tinha base, mas a Bete imprimiu o seu baita ritmo e entregou o evento bem organizado. Com isso, acabaram ganhando a Fundação Cultural, o nosso carnaval que ressurgiu e o povo que saracoteou nos festejos de Momo.
Silêncio que fala?
O bagrão Evandro Neiva tem sido procurado pela imprensa para apresentar sua versão dos fatos, mas até agora a resposta tem sido a mesma: nada a declarar. Em política, e ainda mais quando o assunto ganha repercussão pública, o silêncio costuma gerar mais perguntas do que respostas.
Imagens
Nos bastidores, comenta-se que guardas municipais da city pexêra que teriam se sentido ofendidos – teriam sido chamados reiteradamente de vagabundos – no episódio, afirmam possuir as imagens completas da abordagem. Segundo relatos que chegaram à coluna deste pançudinho escriba, o teste do bafômetro teria sido, sim, oferecido no momento da abordagem e a recusa teria partido do próprio envolvido.
Morrer na casca
Há quem diga que o silêncio atual não é por acaso: ele já teria sido informado da existência de imagens que contradizem sua versão inicial. E mais — a ofensa aos guardas municipais, ao que tudo indica, não deve “morrer na casca”.
Turbulência no turismo
Figura conhecida no setor de turismo da Dubai city, o episódio ganha peso político justamente pelo cargo e pela exposição. Agora, resta saber se o silêncio será mantido ou se uma manifestação oficial virá para esclarecer os fatos. Porque, em tempos de bizolhuda, ops, câmera ligada, quase tudo fica registrado...
