“Aprovada”. A notícia da promulgação da Reforma Tributária (EC 132/2023) ecoou por todo o país, trazendo um misto de esperança e, para muitos, uma enorme dose de incerteza. Quem é empresário, provavelmente se perguntou: “E agora?”.
A complexidade das mudanças e o cronograma extenso de transição podem parecer assustadores, mas a mensagem principal que quero trazer hoje é de calma e, acima de tudo, de ação planejada. O momento não é de pânico, mas de organização estratégica.
Uma das maiores confusões reside no tempo. As mudanças não serão da noite para o dia. A transição começa em 2026 e se estenderá até 2032, com a extinção completa dos tributos antigos somente em 2033.
Essa longa pista de decolagem não é um convite para deixar para depois. Pelo contrário, é uma janela de oportunidade valiosíssima para quem souber se antecipar. Quem começar a se preparar ...
A complexidade das mudanças e o cronograma extenso de transição podem parecer assustadores, mas a mensagem principal que quero trazer hoje é de calma e, acima de tudo, de ação planejada. O momento não é de pânico, mas de organização estratégica.
Uma das maiores confusões reside no tempo. As mudanças não serão da noite para o dia. A transição começa em 2026 e se estenderá até 2032, com a extinção completa dos tributos antigos somente em 2033.
Essa longa pista de decolagem não é um convite para deixar para depois. Pelo contrário, é uma janela de oportunidade valiosíssima para quem souber se antecipar. Quem começar a se preparar agora terá uma vantagem competitiva imensa.
Em vez de se perder nos detalhes técnicos da nova legislação, concentre-se em organizar a sua empresa. Aqui está um roteiro prático para começar:
1. Diagnóstico e “faxina” fiscal: O primeiro passo é entender profundamente sua realidade atual. Como sua empresa paga impostos hoje? Todas as suas obrigações estão em dia? É hora de fazer uma varredura completa nos registros contábeis e fiscais. Organizar a casa é fundamental.
2. Mapeamento da operação: A reforma muda a tributação da origem para o destino. Isso significa que o local do seu cliente passa a ser mais importante do que o local da sua empresa para fins de tributação. Analise toda a sua operação: De quem você compra? Para quem você vende? Onde estão seus principais fornecedores e clientes? A localização deles impactará sua nova carga tributária. Avaliar se seus parceiros comerciais atuais continuarão sendo vantajosos no novo cenário é uma tarefa crucial.
3. Revisão de contratos: Você tem contratos de longo prazo, como de fornecimento, prestação de serviços ou aluguel? É vital revisá-los. As cláusulas que definem preços e o repasse de custos tributários precisarão ser adaptadas à nova realidade do Iva. Antecipar essa revisão evita dores de cabeça, renegociações emergenciais e possíveis disputas judiciais no futuro.
4. Simulação de cenários: Com os dados organizados, o próximo passo é olhar para frente. Utilizando ferramentas e o suporte de uma assessoria qualificada, é possível simular o impacto do IBS e da CBS na sua operação. Qual será o efeito no seu fluxo de caixa? E no preço final do seu produto ou serviço? Essas simulações permitem tomar decisões estratégicas desde já, ajustando preços, margens e até mesmo o modelo de negócio para se manter competitivo.
A Reforma Tributária é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. A mudança é certa, mas o caos é opcional. As empresas que dedicarem tempo agora para entender sua própria operação, organizar seus dados e planejar os próximos passos sairão na frente.
Lembre-se: em um cenário de tantas transformações, um bom planejamento tributário não é custo, é um investimento estratégico no futuro do seu negócio.
Se você tem dúvidas ou experiências para compartilhar sobre esse tema, sinta-se à vontade para entrar em contato. Estamos aqui para continuar esse diálogo e buscar soluções!