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Casos e ocasos

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Rosan da Rocha é catarinense, manezinho, deísta, advogado, professor e promotor de Justiça aposentado. Sem preconceitos, é amante da natureza e segue aprendendo e conhecendo melhor o ser humano

Golpe de mestra


Golpe de mestra
(foto: arquivo/João Batista)

Semana passada, a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, foi até a SES e assinou um protocolo de intenções com o governador do estado, onde se compromete a doar para o governo estadual o Hospital Municipal Ruth Cardoso, bem como o terreno onde o mesmo se encontra. Fez isso sem qualquer discussão ou comunicado prévio aos vereadores da cidade e, muito menos, com a sociedade que é quem utiliza o nosocômio e a maior interessada. O protocolo assinado, repassando o hospital municipal para o estado, tendo seu valor imobiliário estimado na ordem de aproximadamente 450 milhões de reais, não prevê nenhum encargo ao estado, ou mesmo a possibilidade de reversão, caso não haja um atendimento eficiente e eficaz aos munícipes da cidade. Ou seja, não há garantia alguma de um bom atendimento para quem dele precisar. O estado pode administrá-lo como bem desejar, sem qualquer compromisso com a população da cidade doadora. A expectativa é que, a partir de meados de setembro, o hospital passe a ser gerido pelo Estado/SES, que já informou que irá terceirizar sua administração, sem qualquer obrigação de realizar investimentos ou reformas para melhorar seu funcionamento. Sendo um hospital estadual/regional, a demanda de atendimento será bem maior, o que não é difícil prever que a população da cidade, os verdadeiros donos desse valoroso patrimônio, ficarão ainda mais prejudicados nas suas necessidades de ter um bom acolhimento de saúde hospitalar.

A prefeita tenta dar um “golpe de mestra” com a ajuda de alguns aliados políticos irresponsáveis. Pretende se livrar do hospital que, por não conseguir administrá-lo com competência, propõe passá-lo adiante, jogando a bomba na mão dos vereadores, dizendo publicamente que é esta a salvação para as mazelas da saúde pública da cidade. Alega ainda que precisa que aprovem a proposta, inapropriada, com urgência. Agora, sob pressão da comunidade que, em sua ignorância e iludida, pensa que, como um passe de mágica, terão um atendimento hospitalar de excelência, os vereadores se veem em maus lençóis. Mas está com eles, representantes da sociedade, o dever de, com responsabilidade, estudar, analisar o decreto autorizativo, propor sugestões e modificações necessárias ou até mesmo desaprová-lo, para salvaguardar não só um importante patrimônio público da cidade, como também muito mais relevante,  a saúde e a vida da população que precisa de atendimento e acolhimento de saúde, mormente hospitalar, de extrema qualidade.

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A prefeita tenta dar um “golpe de mestra” com a ajuda de alguns aliados políticos irresponsáveis. Pretende se livrar do hospital que, por não conseguir administrá-lo com competência, propõe passá-lo adiante, jogando a bomba na mão dos vereadores, dizendo publicamente que é esta a salvação para as mazelas da saúde pública da cidade. Alega ainda que precisa que aprovem a proposta, inapropriada, com urgência. Agora, sob pressão da comunidade que, em sua ignorância e iludida, pensa que, como um passe de mágica, terão um atendimento hospitalar de excelência, os vereadores se veem em maus lençóis. Mas está com eles, representantes da sociedade, o dever de, com responsabilidade, estudar, analisar o decreto autorizativo, propor sugestões e modificações necessárias ou até mesmo desaprová-lo, para salvaguardar não só um importante patrimônio público da cidade, como também muito mais relevante,  a saúde e a vida da população que precisa de atendimento e acolhimento de saúde, mormente hospitalar, de extrema qualidade.


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