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Casos e ocasos

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Rosan da Rocha é catarinense, manezinho, deísta, advogado, professor e promotor de Justiça aposentado. Sem preconceitos, é amante da natureza e segue aprendendo e conhecendo melhor o ser humano

Marina, morena, mulher


Marina, morena, mulher
(foto: Geraldo Magela-Agência Senado)

Semana passada se viu mais um horror de grosseria, estupidez e violência moral e psicológica contra uma mulher no Senado Federal.

A ministra do Meio Ambiente, MARINA SILVA, mulher mundialmente conhecida pelos ótimos serviços prestados à sociedade, mormente em defesa do meio ambiente, não só foi questionada pelo seu trabalho independente e zeloso de proteção ambiental, como sofreu uma série de ataques desnecessários e misóginos por alguns senadores que lá se encontravam. Justamente aqueles que, vivendo em um regime democrático, deveriam escutar, dando voz à mulher que sempre foi marginalizada na sociedade machista em que vivemos; fizeram o contrário, interromperam-a, debocharam de sua conduta, humilharam-na. Mas é o método que sempre usam para afugentar e desestimular outras mulheres a participarem da vida política, por medo de perderem espaço, pois é nas mãos dos homens que ocorrem as maiores corrupções e barbáries mundiais, não sendo diferente no Brasil.

Infelizmente, é no meio político que a mulher sofre a maior violência. O mundo político é machista, autoritário e assediador. E estudos comprovam uma crescente violência contra as vereadoras, deputadas e líderes comunitárias, mormente no período eleitoral, começando pelas fraudes nas quotas que os partidos políticos têm que destinar para candidatura de mulheres.

Já está mais do que na hora de termos uma legislação penal que puna com rigor a violência política de gênero contra as mulheres. Contudo, é preciso que, assim como Marina, a mulher não ...

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A ministra do Meio Ambiente, MARINA SILVA, mulher mundialmente conhecida pelos ótimos serviços prestados à sociedade, mormente em defesa do meio ambiente, não só foi questionada pelo seu trabalho independente e zeloso de proteção ambiental, como sofreu uma série de ataques desnecessários e misóginos por alguns senadores que lá se encontravam. Justamente aqueles que, vivendo em um regime democrático, deveriam escutar, dando voz à mulher que sempre foi marginalizada na sociedade machista em que vivemos; fizeram o contrário, interromperam-a, debocharam de sua conduta, humilharam-na. Mas é o método que sempre usam para afugentar e desestimular outras mulheres a participarem da vida política, por medo de perderem espaço, pois é nas mãos dos homens que ocorrem as maiores corrupções e barbáries mundiais, não sendo diferente no Brasil.

Infelizmente, é no meio político que a mulher sofre a maior violência. O mundo político é machista, autoritário e assediador. E estudos comprovam uma crescente violência contra as vereadoras, deputadas e líderes comunitárias, mormente no período eleitoral, começando pelas fraudes nas quotas que os partidos políticos têm que destinar para candidatura de mulheres.

Já está mais do que na hora de termos uma legislação penal que puna com rigor a violência política de gênero contra as mulheres. Contudo, é preciso que, assim como Marina, a mulher não se vitimize por ser discordada e criticada em suas ideias e ações. Mas quando for achincalhada, violentada pelo seu gênero, reaja e faça uma defesa contundente e corajosa na luta pela inclusão e igualdade.

Mas não esqueça de que essa luta contra violência política de gênero não é só da mulher. De nada adianta lutar em defesa das mulheres, se não faz com o mesmo vigor e determinação quando se trata de pessoas LGBTQIAPN+, pois só assim teremos uma sociedade mais justa.

Lutar sim, mas por todos os gêneros, com altivez e sem hipocrisia.


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